Futebol brasileiro

5 goleiros que o torcedor do Atlético-MG idolatra e outros 5 que a torcida quer esquecer

Bia Palumbo
De Santo Anastácio para São Victor: defesa do goleiro contra o Tijuana virou até filme
De Santo Anastácio para São Victor: defesa do goleiro contra o Tijuana virou até filme / OMAR TORRES/GettyImages
facebooktwitterreddit

Atual campeão brasileiro e da Copa do Brasil, o Atlético-MG é o clube com mais conquistas entre os 20 que disputam a elite nacional em 2022, visto que já faturou o Campeonato Mineiro e a Supercopa do Brasil. No entanto, o alvinegro trocou de técnico na última semana e o retorno de Cuca ao comando técnico renova as esperanças da Massa Atleticana e também provoca um sentimento de saudosismo em torcedores de várias gerações.

O 90min então te convida a relembrar goleiros que passaram ao longo dos 114 anos de história pelo maior campeão estadual de Minas Gerais (47 títulos, oito a mais do que o arquirrival Cruzeiro).

5 goleiros que o torcedor do Atlético idolatra

1. João Leite

A carreira dele se confunde com a do Clube Atlético Mineiro: é o recordistas em número de jogos pelo clube que defendeu duas vezes, período em que se tornou o maior campeão mineiro da história, com 11 títulos (1976, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1985, 1986, 1988 e 1991). Para completar, integrou o elenco vencedor da extinta Copa Conmebol em 1992 e assim tornou-se o jogador com mais títulos com a camisa alvinegra. Em 1989 atuou por Vitória de Guimarães (Portugal) e ainda teve duas experiências em outros clubes brasileiros (Guarani e América-MG). Era conhecido pelo bom tempo de reação e o talento ultrapassou gerações - o filho Helton Leite atuou no Botafogo e hoje está no Benfica.

2. Kafunga

Natural de Niterói (RJ), ele tornou-se uma das lendas do Galo porque é o atleta com maior longevidade no clube - quase 20 anos, de 1935 a 1954. Foram simplesmente 10 títulos do Campeonato Mineiro e a Copa dos Campeões de 1937, conquista que fez o Galo ir à CBF para pedir o reconhecimento como título brasileiro.

3. Ortíz

Argentino de Santa Fe, o arqueiro começou no Colón, mas despontou no futebol uruguaio e foi no Montevideo Wanderers que estava antes de desembarcar em BH. A personalidade forte era mostrada no estilo, usando uniforme com tons chamativos, cabelos longos presos por uma faixa e se arriscando a cobrar pênaltis, coisas incomuns para os goleiros na década de 70. Ele foi perdendo espaço aos poucos para João Leite e depois atuou no Comercial (SP) - inclusive quando o clube de Ribeirão Preto disputou a elite do Brasileirão - e Caxias (RS), onde jogou com o então zagueiro Luiz Felipe Scolari.

4. Taffarel

Gaúcho formado no Inter, ele foi jogar na Itália e chegou ao Galo no auge da carreira, pouco tempo depois de ser titular no tetracampeonato mundial da Seleção Brasileira. Ao todo foram quatro temporadas em BH, de 1995 a 1998, tempo suficiente para disputar 191 partidas, conquistar Campeonato Mineiro em 1995 e a Conmebol em 1997, caindo nas graças da torcida.

5. Victor

Eternizado com nome de santo pela Massa Atleticana, é um dos símbolos da campanha da única Libertadores conquistada até hoje, em 2013, principalmente pela inesquecível defesa de pênalti com o pé diante do Tijuana que evitou o gol Riascos. Ele estreou em julho de 2012, pendurou as luvas em fevereiro de 2021 após 424 partidas, oito títulos (Mineiro - cinco vezes, Libertadores, Copa do Brasil, Recopa Sul-Americana) e continuou no clube como gerente de futebol.

5 goleiros que o torcedor do Atlético quer esquecer

6. Carini

Fabian Carini, ex-goleiro uruguaio
Uruguaio defendeu a seleção, mas não agradou em passagem pelo futebol brasileiro / Robert Cianflone/GettyImages

O uruguaio chegou credenciado após passagem pela Europa incluindo jogos por Juventus e Inter de Milão, usava o preto em homenagem ao compatriota Mazurkiewicz, goleiro de Copa do Mundo que atuou nos anos 70 e fez 89 partidas no Galo, porém o goleiro contratado em 2009 jamais conseguiu se firmar nas duas temporadas que vestiu a camisa alvinegra, sofreu 30 gols em 19 jogos e retornou ao país natal.

7. Renan Ribeiro

Mais uma cria da base que participou de um momento ruim do clube. O atual jogador do Al-Ahli Jeddah (Arábia Saudita) era o titular do time em uma das maiores goleadas do clássico mineiro, o 6 a 1 do Cruzeiro sobre o rival disputado na Arena do Jacaré em Sete Lagoas (MG) no dia 4 de dezembro de 2011. Roger, Leandro Guerreiro, Anselmo Ramon, Fabrício, Wellington Paulista e Everton balançaram as redes e Réver fez o gol de honra. O treinador atleticano era Cuca e do outro lado estava Vagner Mancini, que atualmente comanda o América-MG.

8. Danrlei

Muticampeão no Grêmio, ele foi contratado a pedido do técnico Paulo Bonamigo e ficou no clube entre julho de 2004 e agosto do ano seguinte. O goleiro chegou a ser capitão, porém ficou marcado por polêmicas extracampo por confusão com arbitragem e briga com um companheiro de time (o zagueiro André Luiz) durante um treino, além de estar na campanha do rebaixamento para a Série B em 2005. Ao todo fez 67 jogos, todos como titular, e sofreu 97 gols.

9. Humberto

Mineiro de Ituiutaba e formado na base, ele se profissionalizou em 1991 e estava no elenco campeão da Conmebol em 1992, porém o que o torcedor jamais esquece é a atuação dele naquele 11 de dezembro de 1994, data do segundo jogo da semifinal do Campeonato Brasileiro de contra o Corinthians, quando sofreu um gol de fora da área do lateral Branco, um chute rasteiro que gerou o placar de 1 a 0 e eliminou os mineiros.

10. Bruno

Bruno, ex-goleiro do Atlético-MG
Bruno Fernandes ficou no Atlético-MG entre 2002 e 2006 / Buda Mendes/GettyImages

O goleiro condenado pelo assassinato de Eliza Samudio iniciou a carreira justamente no Galo, era titular e disputou 24 partidas na campanha do rebaixamento do time no Brasileirão de 2005.

facebooktwitterreddit