Não existe futebol brasileiro sem a tradicional "dança das cadeiras" de treinadores, com recordes de trocas de comando sendo batidos ano após ano pelos clubes da elite nacional. 2026 não começou diferente e, mesmo com pouquíssimas rodadas de Brasileirão disputadas, já temos alguns casos de técnicos oficialmente demitidos por seus respectivos clubes.
A seguir, o 90min pretende listar todos os treinadores que foram demitidos por equipes da Série A ao longo da atual edição do Campeonato Brasileiro, atualizando o artigo sempre que uma nova saída for comunicada. Confira:
1. Jorge Sampaoli (Atlético-MG)

O primeiro demitido da elite nacional na temporada 2026 foi Jorge Sampaoli, que já vinha desgastado no comando do Atlético-MG desde a reta final da temporada passada, muito em função da perda do título da Copa Sul-Americana para o Lanús. Ele teve a sua demissão do cargo de treinador do Galo confirmada no dia 12 de fevereiro, momentos depois do empate entre a equipe mineira e o Remo, pela 3ª rodada da Série A. Ao todo, comando o Alvinegro em 32 jogos nesta segunda passagem, com 10 vitórias, 15 empates e sete derrotas (46,9% de aproveitamento).
2. Fernando Diniz (Vasco)

O segundo comandante demitido ao longo do Campeonato Brasileiro de 2026 foi Fernando Diniz, que também experimentava um forte desgaste no Vasco da Gama desde a reta final da temporada passada pelos resultados ruins acumulados na Série A. O vice da Copa do Brasil 2025 e a chegada de reforços importantes ao Cruzmaltino neste início do ano levaram a diretoria à decisão de dar um voto de confiança ao profissional mas esta convicção acabou sendo rompida no dia 22 de fevereiro, depois de mais uma derrota da equipe em clássicos. O Gigante da Colina, vale destacar, venceu apenas três jogos no ano sob seu comando.
3. Juan Carlos Osório (Remo)

O terceiro demitido no decorrer do Campeonato Brasileiro foi Juan Carlos Osório, mas a "gota d'água" de sua curta passagem pelo Remo não foi um revés na Série A, mas sim no Paraense: neste domingo, 1º de março, o Leão foi derrotado por 2x1 pelo arquirrival Paysandu na ida da final do Estadual, resultado que culminou na decisão da diretoria azulina em demiti-lo. Ao todo, o colombiano comandou o Remo em apenas 14 jogos, com quatro vitórias, oito empates e duas derrotas.
4. Filipe Luís (Flamengo)

Em uma das decisões mais surpreendentes e incompreensíveis dos últimos anos no futebol brasileiro, o Flamengo decidiu demitir Filipe Luís nesta terça (3), após a goleada rubro-negra por 8x0 sobre o Madureira pela semifinal do Campeonato Carioca. Desgaste pela "novela" da renovação contratual, divergências internas relativas ao planejamento para 2026 e as atuações e resultados ruins do início do ano motivaram a decisão da diretoria em interromper o trabalho em curso.
5. Hernán Crespo (São Paulo)

Em uma decisão totalmente surpreendente e inesperada, o São Paulo comunicou, no início da tarde desta segunda-feira (9), a demissão do treinador Hernán Crespo. A decisão pelo encerramento da segunda passagem do argentino pelo clube teria sido motivada por um episódio de desgaste interno. Em 2026, os números do Soberano sob seu comando eram positivos: 8 vitórias, 2 empates e 4 derrotas em 14 jogos.
6. Tite (Cruzeiro)

Mantendo a média de uma demissão por rodada de Série A, o Cruzeiro comunicou, após o empate por 3x3 contra o Vasco pela 6ª jornada do torneio nacional, a saída de Tite. A falta de evolução coletiva do time mineiro sob seu comando e os péssimos resultados acumulados neste início de campeonato culminaram na decisão pela ruptura do trabalho em curso. Ele deixa a Raposa após 17 partidas disputadas (8V, 2E, 7D), com o título estadual conquistado, mas deixando a equipe na vice-lanterna do nacional.
7. Juan Pablo Vojvoda (Santos)

A trajetória de Juan Pablo Vojvoda no Santos chegou ao fim. O treinador se despediu do Peixe após o tropeço diante do Internacional, em plena Vila Belmiro, em jogo válido pela 7ª rodada do Brasileirão. O argentino comandou o clube em 33 partidas, com 10 vitórias, 13 empates e 10 derrotas – aproveitamento de cerca de 43%.
8. Martín Anselmi (Botafogo)

O Glorioso venceu na 8ª rodada, mas a diretoria decidiu demitir o argentino que estava pressionado principalmente pelo rendimento abaixo do esperado em 2026, com direito a eliminação na fase prévia da Libertadores, sem conseguir classificar o Alvinegro de General Severiano para a fase de grupos do torneio. Ele comandou o time por 18 jogos, sendo nove derrotas, sete vitórias e dois empates, com 20 gols marcados e 20 sofridos.
9. Gilmar Dal Pozzo (Chapecoense)

Sem vencer há sete jogos, o Verdão do Oeste anunciou a troca no comando em 3 de abril, no dia seguinte à derrota por 4 a 0 em casa para o Atlético-MG. Além dele, deixam o clube o auxiliar técnico Emerson Nunes e o preparador físico Jaelson Ortiz. Para o lugar de Gilmar Dal Pozzo, a Chapecoense anunciou a contratação de Fábio Mathias, ex-Juventude e Botafogo, e que recentemente comandava a Portuguesa-SP.
10. Dorival Júnior (Corinthians)

Perto de completar 1 ano de trabalho à frente do Corinthians, Dorival Júnior teve a sua demissão comunicada pela diretoria alvinegra em virtude da sequência de maus resultados na temporada 2026. O treinador de 63 anos se despediu da equipe paulista após a derrota por 1x0 para o Internacional, na noite de domingo, 5 de abril. No Parque São Jorge, conquistou dois títulos: a Copa do Brasil 2025 e a Supercopa do Brasil 2026.
