O São Paulo já definiu os próximos passos de sua linha de ação mediante o sumiço prolongado de Arboleda. Sem qualquer retorno oficial do atleta após o prazo inicial de 24 horas, a diretoria tricolor estabeleceu um novo cronograma: caso o defensor não se reapresente em até dez dias, o clube avançará com o pedido de rescisão contratual unilateral.
A estratégia jurídica do São Paulo é cautelosa. Embora a primeira notificação tenha vencido sem resposta, o departamento jurídico entende que romper o vínculo imediatamente poderia gerar uma brecha legal. Ao estender o prazo para dez dias, o clube consolida provas documentais robustas, evitando que o jogador consiga reverter a decisão judicialmente no futuro sob a alegação de uma medida precipitada.

Histórico de indisciplina e ausência injustificada
O paradeiro do equatoriano é desconhecido desde o último sábado (4), quando ele deveria ter se apresentado para o confronto contra o Cruzeiro, pelo Brasileirão. Desde então, o atleta ignorou todas as tentativas de contato oficial. Na última segunda-feira (6), o clube formalizou uma cobrança exigindo o retorno imediato ou uma justificativa plausível, mas o silêncio do jogador persistiu.
Diferente de episódios anteriores, o São Paulo não parece disposto a relevar a falha. O agravante atual foi o descumprimento de uma convocação direta para uma partida oficial. Anteriormente, Arboleda já havia acumulado episódios de indisciplina, como atrasos em reapresentações e ausências em treinamentos, mas sempre mantinha algum canal de comunicação aberto com a comissão técnica ou a diretoria.
Apenas em 2026, o zagueiro já somava quatro incidentes:
- Atraso na pré-temporada: apresentou-se dois dias após a data definida;
- Episódio do Carnaval: viagem ao Equador após ser poupado de uma partida contra o Primavera, pelo Campeonato Paulista.
Se o desligamento for concretizado por vias judiciais, Arboleda poderá ser obrigado a arcar com o pagamento de uma multa contratual pesada. O clube agora utiliza canais oficiais de notificação para garantir que cada passo seja registrado como prova de abandono de deveres profissionais, sinalizando que a paciência com o histórico do defensor chegou ao limite.
