O São Paulo estuda acionar a Fifa para rescindir o contrato de Robert Arboleda por justa causa após o defensor não se reapresentar ao clube. A diretoria avalia cobrar o valor integral da cláusula indenizatória prevista no vínculo, que pode chegar a cerca de R$ 600 milhões, além de tentar responsabilizar eventuais interessados no jogador.
O clube aguarda o prazo interno antes de formalizar a ação e entende que a ausência do atleta sem justificativa caracteriza quebra contratual grave. Desde então, dirigentes tentam contato com o zagueiro, que deixou o Brasil e ainda não apresentou explicações oficiais. As informações foram publicadas inicialmente pelo ge.
Entenda a estratégia do São Paulo e o valor da multa
A ideia do São Paulo é solicitar a rescisão unilateral e reivindicar o valor da cláusula para transferências internacionais, estimada em 100 milhões de euros. Caso Arboleda acerte com um clube do exterior, a equipe paulista pretende incluir no processo o montante integral.
Para o mercado nacional, a multa seria menor, com valor aproximado de R$ 300 milhões. Mesmo assim, a diretoria entende que a quantia pode ser cobrada inicialmente do atleta e, posteriormente, repassada a um clube que venha a contratá-lo dentro de determinado período.
Internamente, o entendimento é que uma nova equipe poderia ser considerada devedora solidária caso haja vínculo com a rescisão. No entanto, especialistas apontam que essa responsabilização depende da comprovação de que o clube interessado incentivou a quebra contratual.

Caso pode seguir precedentes no direito esportivo internacional
Como Arboleda é estrangeiro e deixou o país, a tendência é que a disputa seja conduzida pela Fifa, com possibilidade de recurso à Tribunal Arbitral do Esporte. Situações semelhantes já ocorreram no futebol brasileiro, com clubes buscando compensação financeira após rescisões unilaterais.
Juristas do direito desportivo indicam que, em cenários desse tipo, a indenização pode considerar, além da cláusula contratual, prejuízos financeiros comprovados, como custos com reposição do atleta e impacto no planejamento esportivo.
Sumiço e notificações formais
O São Paulo enviou notificações formais após o zagueiro não comparecer ao compromisso contra o Cruzeiro. Sem resposta, o clube passou a considerar a ausência como quebra grave de contrato. Assim, O diretor de futebol Rui Costa classificou a situação como injustificável e destacou o impacto no elenco:
"Não existe nenhuma justificativa para este ato. É uma falta de respeito com o grupo, com a direção e com a torcida."Rui Costa, em comunicado divulgado ao ge
Histórico e próximos passos
O episódio começou quando Arboleda não se apresentou para compromisso do time após a Data Fifa de março e deixou de responder aos contatos da diretoria. O clube enviou notificações formais solicitando justificativas, mas não obteve retorno dentro do prazo estipulado. Nos dias seguintes, o defensor foi visto no Equador, o que aumentou a insatisfação interna. A gestão passou a tratar a situação como abandono e iniciou a análise jurídica para conduzir o caso.
Contratado em 2017, o zagueiro tem vínculo longo com o São Paulo e renovou contrato recentemente. Ainda assim, o episódio atual marcou uma mudança na postura do clube, que decidiu adotar medidas mais rígidas diante da ausência sem explicação. O caso deve seguir para análise internacional e pode se tornar um dos processos mais relevantes do futebol brasileiro recente em disputas contratuais.
