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Como foi a primeira janela de transferências do Fluminense em 2026? Erros, acertos e mais

  • Tricolor Carioca anunciou seis reforços na primeira janela do ano
  • Número de saídas foi quase o triplo do número de chegadas ao elenco de Zubeldía
Rodrigo Castillo foi a contratação mais cara do Fluminense
Rodrigo Castillo foi a contratação mais cara do Fluminense | Ruano Carneiro/GettyImages

Depois do encerramento da janela de transferências para contratações internacionais, selada no dia 4 de março, os principais clubes do futebol brasileiro ainda tiveram mais 3 semanas para fechar com reforços domésticos, no mercado interno voltado para movimentações de jogadores que disputaram os Estaduais. Esta janela chega ao fim nesta sexta-feira (27), com poucos times ainda buscando novidades de última hora para apresentar durante a Data Fifa. O Fluminense não está entre os clubes ainda ativos na "lojinha da bola", tendo encerrado sua atuação com seis atletas anunciados para o primeiro semestre do ano.

A seguir, o 90min analisa como foi a primeira janela do Tricolor Carioca na temporada 2026:

Saídas do Fluminense na 1ª janela de 2026

Thiago Silva deixou o Fluminense para retornar à Europa
Thiago Silva deixou o Fluminense para retornar à Europa | Ruano Carneiro/GettyImages

Um dos grandes objetivos do Fluminense na primeira janela da temporada era enxugar a sua folha salarial, reduzindo bastante o número de atletas do plantel comandado por Luis Zubeldía. Ao todo, foram 17 saídas oficializadas pelo clube, a grande maioria delas, via empréstimo. Confira:

  • Thiago Silva: acertou sua transferência rumo ao Porto após optar por retornar à Europa;
  • Lima: o meia foi emprestado ao América-MEX com opção de compra;
  • Keno: rescindiu com o Fluminense e fechou em definitivo com o Coritiba;
  • Everaldo: retornou ao Bahia;
  • Thiago Santos: assim como Keno, o zagueiro/volante foi para o Coritiba;
  • Gabriel Fuentes: o lateral-esquerdo colombiano foi emprestado ao Fortaleza;
  • Lavega: o atacante uruguaio foi emprestado ao Coritiba;
  • Lezcano: o meia paraguaio retornou ao seu país para atuar pelo Olimpia por empréstimo;
  • Manoel: o zagueiro deixou o clube após o fim de seu contrato;
  • Lelê: o atacante foi negociado com o Pafos, do Chipre;
  • Wallace Davi: rumou ao Botafogo em negociação envolvendo Savarino;
  • João Neto: o atacante foi novamente emprestado ao CRB;
  • Kayky Almeida: o jovem zagueiro foi para o Remo;
  • Lucas Justen: o lateral-direito foi emprestado para a Ponte Preta;
  • Dohmann: o promissor volante foi emprestado ao Houston Dynamo (EUA);
  • Léo Jance: fechou com o Náutico, também por empréstimo;
  • Santi Moreno: foi emprestado ao Dallas FC, da MLS, com opção de compra;

Chegadas ao Fluminense na 1ª janela de 2026

Jefferson Savarino
Savarino trocou o Botafogo pelo Fluminense | Sports Press Photo/GettyImages

Se a limpa no elenco tricolor foi profunda, as chegadas foram modestas – ao menos em quantidade. Atacando os setores evidentemente mais carentes do grupo comandado por Zubeldía, o Tricolor das Laranjeiras anunciou seis reforços para o plantel profissional:

  • Guilherme Arana: lateral-esquerdo, 28 anos, comprado junto ao Atlético-MG;
  • Jemmes: zagueiro, 25 anos, comprado junto ao Mirassol;
  • Savarino: meia-atacante, 29 anos, comprado junto ao Botafogo;
  • Julián Millán: zagueiro, 28 anos, comprado junto ao Nacional-URU;
  • Rodrigo Castillo: centroavante, 27 anos, comprado junto ao Lanús-ARG;
  • Alisson: volante, 32 anos, adquirido via empréstimo junto ao São Paulo;

Erros e acertos do Fluminense na 1ª janela de 2026

O grande mérito do Fluminense nesta janela foi ter conseguido fechar contratações de jogadores que ainda estão na chamada "melhor idade" para o esporte de rendimento – atletas entre 25 e 29 anos –, faixa etária na qual o atleta costuma estar no seu auge físico. Arana, Jemmes e Savarino são atletas de bom nível técnico e que aumentam a qualidade do grupo de Zubeldía, e todos eles têm deixado boas primeiras impressões com a camisa tricolor.

O grande erro da diretoria tricolor foi a falta de celeridade e convicção nas investidas, especialmente para o comando do ataque, transformando em "novela" as buscas por nomes como Hulk, Bouanga e posteriormente Rodrigo Castillo. Só ter sacramentado a compra de um 9 no dia final da janela acabou deixando o clube "refém" das vontades dos negociadores e acabou, no fim das contas, encarecendo demais o valor do atleta do Lanús, valorizado após performances decisivas na Recopa Sul-Americana contra o Flamengo.


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