A grande final do Paulistão 2026 traz um componente interessante para os bastidores de Novorizontino e Palmeiras: a situação do meia Rômulo. Atualmente defendendo as cores do Tigre do Vale, o jogador pertence ao Verdão e vive o auge de sua forma técnica justamente antes de enfrentar o clube detentor dos seus direitos econômicos na decisão estadual.
Condições contratuais e o custo da escalação
Para que Rômulo entre em campo contra o Palmeiras, o Novorizontino precisará abrir os cofres. O contrato de empréstimo estipula o pagamento de uma multa – cujo montante é mantido em sigilo – para que o atleta seja liberado para o jogo.
Vale lembrar que, no encontro entre os times durante a fase de grupos, o time do interior optou por preservá-lo e não pagar a taxa, e ainda assim venceu o jogo com direito a goleada. Agora, com o título em jogo, a diretoria reavalia esse investimento para as partidas decisivas de quarta-feira (4) e domingo (8).

Valorização e futuro no mercado
Rômulo tem sido o motor do Novorizontino, somando cinco gols na competição e ocupando o posto de vice-artilheiro do elenco. Esse protagonismo despertou o interesse de clubes da Série A e do exterior, gerando consultas formais ao Palmeiras. Diferente de outros acordos de empréstimo comuns no futebol brasileiro, o contrato atual apresenta particularidades importantes:
- Sem taxa de vitrine: o Novorizontino não terá direito a uma porcentagem sobre uma venda futura, mesmo tendo valorizado o atleta;
- Prioridade de venda: o Palmeiras tem o poder de negociar o jogador imediatamente após o Paulistão, e o clube de Novo Horizonte é obrigado a liberá-lo caso surja uma proposta vantajosa.
Contratado pelo Verdão em 2024 por R$ 6 milhões, o meia teve uma passagem discreta pelo Allianz Parque antes deste retorno por empréstimo. Agora, seu desempenho de gala coloca o Palmeiras diante de um dilema: lucrar com uma venda rápida ou reintegrar um talento que amadureceu precocemente.
