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Os recordes de Edin Dzeko, lenda da Bósnia e ameaça real ao sonho da Itália em voltar à Copa do Mundo

  • Centroavante marcou pela seleção em 20 anos consecutivos e segue decisivo aos 40 anos
  • Ex-goleador de três das cinco maiores ligas da Europa, atacante lidera Bósnia em duelo decisivo contra a Itália
Edin Džeko segue sendo o principal nome da Bósnia mesmo aos 40 anos
Edin Džeko segue sendo o principal nome da Bósnia mesmo aos 40 anos | Robbie Jay Barratt - AMA/GettyImages

Aos 40 anos, Edin Džeko segue desafiando o tempo e carregando a Bósnia em busca de uma vaga na Copa do Mundo. Capitão, maior artilheiro e símbolo de uma geração inteira, o atacante chega para o confronto contra a Itália com números que explicam por que continua sendo uma ameaça real ao sonho italiano de voltar ao Mundial.

Além da liderança, Džeko representa consistência. Em uma seleção com poucos nomes de peso internacional, o veterano ainda é quem decide. Foi assim na repescagem para a Copa do Mundo, com o gol salvador contra o País de Gales, e tende a ser novamente em um duelo que pode definir o futuro das duas seleções.

O contexto também aumenta o peso do confronto. A Itália tenta evitar ficar fora da Copa pela terceira edição consecutiva, enquanto a Bósnia busca apenas sua segunda participação na história. No meio dessa disputa, está um atacante que construiu carreira em alto nível e continua acumulando recordes impressionantes.

Na sequência, o 90min explica os números, recordes e motivos que fazem de Džeko o principal obstáculo ao sonho italiano.

Uma longevidade rara até para grandes ídolos

Edin Dzeko lidera a Bósnia há quase duas décadas
Džeko lidera a Bósnia há quase duas décadas | Visionhaus/GettyImages

Um dos feitos mais impressionantes de Džeko é sua regularidade. O atacante marcou ao menos um gol pela Bósnia em 20 anos consecutivos, desde 2007 até 2026. Trata-se de um nível de longevidade extremamente raro no futebol de seleções.

Esse desempenho reforça o papel central do atacante na história da seleção. O centroavante participou de 54% de todos os jogos da Bósnia desde a independência, um número que evidencia o tamanho da sua figura esportiva no país.

Além disso, Džeko é o maior artilheiro da história da seleção e responsável direto pela única participação bósnia em Copas do Mundo, em 2014. Mesmo duas décadas depois da estreia, segue sendo o ponto de referência.

Goleador nas três grandes ligas europeias

Edin Dzeko
Džeko construiu carreira de destaque nas principais ligas da Europa | Richard Sellers/Allstar/GettyImages

A longevidade de Džeko também se explica por sua carreira sólida no futebol europeu. O atacante foi artilheiro e protagonista em três das cinco maiores ligas do continente:

Ao longo dessas passagens, o bósnio acumulou mais de 220 gols em competições nacionais, além de números expressivos na UEFA Champions League, onde marcou 29 vezes.

Poucos atacantes conseguiram manter protagonismo em contextos tão distintos. Džeko não foi apenas um artilheiro de momento — foi um goleador adaptável, capaz de render na Alemanha, Inglaterra e Itália.

A liderança que vai além dos números

Edin Dzeko
Džeko comemora junto aos companheiros durante partida da Bósnia | Robbie Jay Barratt - AMA/GettyImages

Para além dos gols, Džeko representa liderança. Em um país com menor tradição internacional, ele foi peça central na primeira classificação da Bósnia para uma Copa do Mundo, em 2014, e agora tenta repetir o feito.

Mesmo aos 40 anos, Džeko segue decisivo. Foi dele o gol que levou a semifinal contra o País de Gales para a prorrogação, mantendo viva a esperança da Bósnia.

Nas Eliminatórias, o atacante marcou cinco dos 17 gols da equipe, evidenciando mais uma vez a forte dependência ofensiva da seleção em relação ao seu capitão. A responsabilidade recai quase naturalmente sobre o camisa 11, referência técnica e emocional do grupo.

O discurso de Džeko antes do duelo contra a Itália reforça essa liderança: mesmo entrando como azarona, a Bósnia aposta no fator casa e na experiência do veterano para equilibrar o confronto e manter vivo o sonho da classificação.

"A Itália não queria jogar no País de Gales, não sei porquê. Fomos lá, sem medo, e vencemos. Não sei por que a Itália deveria ter medo do País de Gales ou da Bósnia. É uma seleção incrível, que já ganhou quatro Copas do Mundo, e se eles têm medo de jogar no País de Gales, tem alguma coisa errada. Talvez devêssemos também levar em conta que eles podem ter dificuldades nesta partida. Eles têm muito em jogo depois de perderem duas Copas do Mundo"
Džeko, em entrevista coletiva

Experiência contra a Itália pode ser decisiva

Dzeko e Dimarco atuaram juntos na Inter de Milão
Dzeko e Dimarco atuaram juntos na Inter de Milão | Jonathan Moscrop/GettyImages

Outro fator que torna Džeko perigoso é sua familiaridade com o futebol italiano. O atacante atuou por quase uma década no país, enfrentando muitos dos jogadores que hoje defendem a Azzurra.

Esse conhecimento tático, aliado à inteligência para jogar de costas e segurar a bola, pode ser determinante em um confronto que tende a ser equilibrado e decidido em detalhes.

A última missão de uma lenda?

A partida contra a Itália pode representar mais um capítulo histórico — e possivelmente o último — da carreira internacional de Džeko. A classificação colocaria a Bósnia novamente na Copa e permitiria ao atacante buscar um “adeus perfeito”.

Independentemente do resultado, o legado já está consolidado. Um goleador em três grandes ligas, protagonista por duas décadas na seleção e ainda decisivo quando o peso do jogo aumenta. Mas enquanto ainda estiver em campo, o veterano continua sendo uma ameaça real. E, para a Itália, superar a Bósnia significa, antes de tudo, encontrar uma maneira de parar um dos atacantes mais consistentes do futebol europeu.


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