Brasil e Croácia voltam a se encontrar após mais de três anos do confronto que marcou a eliminação brasileira na Copa do Mundo do Catar, em 2022. O reencontro traz à tona memórias ainda recentes para a torcida, já que aquele duelo das quartas de final terminou com a classificação croata nos pênaltis, após empate por 1 a 1 na prorrogação. Desde então, muita coisa mudou nas seleções, com novos treinadores, jogadores em ascensão e outros fora do ciclo atual.
Naquele 9 de dezembro de 2022, no Estádio Education City, o Brasil chegou como favorito e com uma base já consolidada sob o comando de Tite. O time tinha nomes em grande fase no futebol europeu e contava com o protagonismo de Neymar, que voltava ao time titular após lesão na fase de grupos.
O reencontro atual acontece em um cenário bem diferente, com Neymar fora das convocações desde 2023 e também com mudança no comando técnico, marcada pela chegada de Carlo Ancelotti à Seleção Brasileira.
A escalação titular do Brasil contra a Croácia em 2022
O Brasil iniciou a partida com a seguinte formação:
- Alisson; Éder Militão, Marquinhos, Thiago Silva e Danilo; Casemiro, Lucas Paquetá e Neymar; Raphinha, Richarlison e Vinícius Júnior.
Essa equipe representava a espinha dorsal da Seleção naquele ciclo.
Como foi o jogo entre Brasil e Croácia na Copa do Mundo?

O confronto foi equilibrado e com poucas chances claras ao longo do tempo regulamentar. O Brasil teve maior volume ofensivo e criou as melhores oportunidades, mas parou na atuação segura do goleiro croata. Após o 0 a 0 nos 90 minutos, a partida foi para a prorrogação.
No tempo extra, o Brasil conseguiu abrir o placar com Neymar, após jogada trabalhada dentro da área. Com a vantagem, a Seleção passou a administrar o resultado e parecia próxima da classificação. No entanto, nos minutos finais da prorrogação, uma sequência de erros coletivos acabou sendo decisiva para o empate croata.
A jogada começou com uma tentativa de ataque desnecessária do Brasil, mesmo com a equipe em vantagem. Houve aceleração precipitada da posse de bola, seguida de perda no campo ofensivo e demora na recomposição defensiva. Na sequência, o meio-campo brasileiro não conseguiu interromper o contra-ataque, permitindo que a Croácia avançasse com espaço.
A defesa, que havia sido sólida durante toda a campanha, também apresentou desorganização no lance. O sistema defensivo ficou exposto, com jogadores fora de posição e sem cobertura adequada. Houve ainda indecisão na marcação, permitindo que o ataque croata chegasse com liberdade à entrada da área.
O empate saiu quando Bruno Petković finalizou após a defesa brasileira não conseguir bloquear a jogada. A bola ainda desviou em Marquinhos, tirando qualquer possibilidade de defesa do goleiro brasileiro. Foi a única finalização croata no alvo durante a prorrogação, suficiente para levar a decisão para os pênaltis.
A decisão foi para os pênaltis. O Brasil desperdiçou duas cobranças, com erros de Rodrygo e Marquinhos, enquanto os croatas converteram todas as batidas. Assim, a Croácia venceu por 4 a 2 e avançou às semifinais. A eliminação marcou mais uma queda do Brasil para seleções europeias nas quartas de final e encerrou o ciclo comandado por Tite.
Agora, no reencontro entre as equipes, a memória daquele confronto segue como pano de fundo para um duelo que carrega clima de revanche e simboliza uma nova fase para a Seleção Brasileira, às portas de outro Mundial.
