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Palmeiras pode fazer do Paulista o que quiser, mas queda precoce será, sim, um vexame

PorFabio Utz
Abel Ferreira revelou acordo para fazer do Paulistão um laboratório
Abel Ferreira revelou acordo para fazer do Paulistão um laboratório | Pool/Getty Images

Após mais uma derrota do Palmeiras no Campeonato Paulista, o técnico Abel Ferreira veio a público e revelou que combinou com a diretoria que utilizaria a competição como uma espécie de laboratório para os garotos. Até aí, tudo ok. O Estadual, para muitos, é realmente um estorvo. No entanto, isso em nada justifica a posição do clube na tabela.

Não tenho nada contra em fazer das disputas regionais uma forma de encontrar novos valores para o plantel, ainda mais diante de tantos compromissos mais importantes. Mas o Palmeiras, por ser do tamanho que é, precisa avançar, sob pena de ver o time fracassar em uma disputa na qual sempre vai ser favorito - e este será o tratamento. Aos grandes, a cobrança é, inevitavelmente, proporcional, independentemente de quem vai a campo.

Existe uma grande diferença entre fazer de uma competição um laboratório e, simplesmente, entregar para os adversários uma taça. E, nesse ponto, acho que o Verdão errou um pouco a mão. Quer testar a garotada? Ótimo, mas vai com calma. Faltou dosar esses experimentos e, aí sim, garantir uma sustentação para que o futebol de todos fluísse naturalmente. É assim que se faz futebol, e todos no Palmeiras sabem disso.

A fala de Abel, quando parece justificar uma estratégia que se mostrou equivocada (dele e dos dirigentes, claro), não ameniza em nada o desastre que pode ser a eliminação na primeira fase. Com jovens ou cascudos, uma possível queda será vexatória. Pois, nessas horas, está em jogo a tradição de uma instituição.

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