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Influência de empresário nos bastidores mostra Fluminense refém dos erros de seu passado

PorNathalia Almeida
David Duarte segue especulado no Fluminense
David Duarte segue especulado no Fluminense | Buda Mendes/Getty Images

Na noite da última segunda (5), o portal 'NETFLU' publicou uma entrevista exclusiva com Edminho Pinheiro, vice-presidente do Conselho Deliberativo do Goiás. Com um belo trabalho de apuração e investigação, o site de notícias de caráter independente, focado exclusivamente na cobertura do Fluminense, descobriu por intermédio do mandatário goiano que a negociação envolvendo o zagueiro David Duarte foi tocada pelo empresário Eduardo Uram: o agente, com a anuência do presidente Mário Bittencourt, representou o Tricolor Carioca nas tratativas.

"Olha, nós recebemos uma proposta oficial através do procurador do jogador, senhor Eduardo Uram. O Goiás agradeceu, disse que não tinha como liberar o David com o que ofereceram. Repassamos isso ao Uram e depois disso ele nunca mais entrou em contato. Então, não sei se o Fluminense ainda está interessado (...) A gente nunca falou com ninguém do Fluminense. Sempre quem tem nos procurado é o Eduardo Uram. Ele até trouxe um papel timbrado", afirmou Edminho.

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David Duarte é representado por Eduardo Uram | Alexandre Schneider/Getty Images

A atuação de Uram nos bastidores do Fluminense é um dos assuntos que mais incomoda o torcedor tricolor atualmente. Muitos entendem que esse 'trânsito livre' do empresário nas Laranjeiras é nocivo, e que a quantidade de atletas agenciados por ele no atual elenco tricolor não é natural: ao todo são quatro jogadores representados - Egídio, Danilo Barcelos, Yago Felipe e Caio Paulista -, e uma série de negociações recentes controversas, como a venda de Evanílson e esta atuação como 'representante direto' do clube na investida por David Duarte.

É muito grave que a diretoria de um clube de futebol dê 'carta branca' para um empresário e o escolha como representante oficial da instituição, afinal de contas, agentes não têm obrigação de defender os interesses do clube: empresários defendem interesses próprios e de seus agenciados. Ao avalizar Uram como interlocutor de uma negociação, o Fluminense só escancara como está refém dos erros de seu passado, tendo que 'penhorar' espaços, influência e vagas no elenco em troca do perdão de dívidas obtidas por gestões anteriores. Um ciclo de amadorismo que parece não ter fim e que ajuda a explicar o buraco em que o clube das Laranjeiras se encontra hoje.

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