Se uma grande equipe se prova nos grandes jogos e nos grandes palcos, o Fluminense de Luis Zubeldía não merece esse status, ao menos até o momento. Além de sucumbir nas semifinais da Copa do Brasil 2025 diante do Vasco da Gama e de ser derrotado por outro rival, o Flamengo, na decisão do Campeonato Carioca 2026, o Tricolor das Laranjeiras não deu uma resposta positiva nos enfrentamentos mais importantes da atual temporada até aqui, empatando em 0x0 em sua estreia pela Copa Libertadores e sofrendo novo revés diante do Rubro-Negro, neste domingo (12), no primeiro Fla-Flu do Brasileirão.
Fla-Flu termina com "derrota tripla" para o Fluminense
O desfecho da semana não poderia ter sido mais amargo e doloroso para o verdadeiro torcedor do Fluminense. Isso porque o time sofreu múltiplas derrotas dentro em um mesmo resultado negativo: o revés moral e institucional, por ter acatado sem questionar o adiamento do confronto de sábado para domingo (12), alteração pleiteada pelo Flamengo junto à CBF e que só beneficiava o próprio clube da Gávea; o revés esportivo, que veio de forma categórica e que colocou ponto final em uma longa sequência invicta do Tricolor como mandante no Maracanã; e o revés emocional, oriundo da lesão do camisa 10 e principal destaque técnico do time, Lucho Acosta, e também da evidente ruptura de mobilização-conexão entre torcida, elenco, comissão técnica e diretoria após dias de vexames consecutivos (dentro e fora das quatro linhas) protagonizados pelo clube.

Fluminense prova não ser candidato a título em 2026
O comportamento ruim da equipe das Laranjeiras nos enfrentamentos mais pesados escancara que, apesar de contar com algumas virtudes coletivas e bons valores individuais no elenco, o Fluminense ainda não pode ser tratado como um candidato sério a títulos nesta temporada. Para se colocar na posição de concorrente aos clubes que vêm dominando o cenário nacional e continental, Flamengo e Palmeiras, o Tricolor Carioca ainda precisa percorrer um longo caminho de maturação, que passa necessariamente por uma postura mais ousada, corajosa e profissional de todos que estão no clube – dentro e fora das quatro linhas, nos gramados e nos bastidores
