Boa notícia para o Timão! Nesta quinta-feira (16/04), o Ministério Público de São Paulo denunciou ex-membros do Corinthians por apropriação indébita de valores. As ocorrências aconteceram nos mandatos de Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves, entre os anos de 2018 e 2023. Além disso, todos os envolvidos devem ter seus bens bloqueados após pedido do MP. O órgão ainda solicitou a quebra de sigilos fiscal e bancário.
Qual é a denúncia do MP contra ex-membros do Corinthians?
Conforme apurou o Globo Esporte, um dos envolvidos é João Odair de Souza, conhecido por Caveira. Ele era chefe da segurança do Timão e embolsou cerca de R$ 3,4 milhões durante os seis anos que esteve no clube. Todavia, como não apresentou documentos que justificassem o recebimento do montante, o MP decidiu denunciar o ex-membro do Alvinegro por apropriação indébita de valor.
Diante disso, Caveira terá que devolver cerca de R$ 3,4 milhões ao Timão. No entanto, o montante ainda pode ser maior, já que na promotoria o valor corrigido é acima de R$ 7,3 milhões. Além do ex-chefe da segurança, outros três nomes foram denunciados pelo MP, Matías Romano Ávila, Wesley Melo e Roberto Gavioli, todos com passagem pelo departamento financeiro do Alvinegro.

Situação do ex-membros do departamento financeiro do Timão
Já os ex-funcionários do departamento financeiro do Timão, que ocupavam os cargos de diretor e gerente no setor, também foram denunciados por apropriação indébita de valores. Além disso, o trio responderá por omissão relevante, já que não fiscalizaram ou impediram os desvios de valores do caixa do Corinthians.
Diferente de Caveira, o trio não terá que devolver valores a Timão. No entanto, o MP pediu que os três indenizem o clube por danos morais. Com isso, o pagamento será de 75% sobre o montante por danos materiais, o que renderia cerca de R$ 2,6 milhões mais correção da inflação aos cofres do Alvinegro.
O que acontecerá com Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves?
O ge apurou que os dois ex-presidentes do Corinthians não estão envolvidos na atual denúncia do Ministério Público de São Paulo, apesar dos fatos ocorridos durante seus respectivos mandatos. Por outro lado, Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves seguem sob investigação do MP, que tenta definir se os dois participaram dos repasses de valores, já que ambos tinha relação direta com o ex-chefe da segurança.
