Nas últimas horas, o Santos chegou a um acordo para quitar dívida com o craque Neymar, que gira em torno de R$ 90,5 milhões. Todavia, uma das cláusulas no contrato chamou a atenção dos conselheiros do Peixe, que contestaram o fato do pagamento imediato do montante, que inicialmente foi dividido em 48 parcelas, em caso de Marcelo Teixeira não ser reeleito nas eleições presidenciais do fim do ano.
Marcelo Teixeira explica acordo do Santos com empresa de Neymar
Então, diante do Conselho Deliberativo do Alvinegro Praiano, o atual mandatário do Santos explicou o acordo com a NR Sports. De acordo com ele, o clube dividiu a dívida em 4 anos e cabe a próxima gestão, em caso de não reeleição, manter o que foi combinado com a empresa de Neymar. Caso não aceite a negociação atual, o clube terá que cumprir com o que consta no contrato, que seria o pagamento do valor integral de imediato. Todavia, com a quitação ainda na sua gestão.
"Os valores estão definidos em 48 parcelas. Caberá ao Santos continuar cumprindo tanto as suas despesas quanto as receitas. Isso que é o mais importante. Não estamos pensando apenas em cumprir as despesas, mas continuar aumentando os projetos de receita, de parcerias, de expansão do nosso patrimônio e de ampliação das nossas dependências. Não acredito que quem assuma o Santos não queira a continuidade de uma parceria que está dando certo na prática. Caso não aconteça, tanto o Santos como a outra parte tem os direitos garantidos em contrato."Marcelo Teixeira
"Foi constado que esses valores que estão previstos em dezembro desse ano, caso a eleição seja feita e uma das partes não esteja satisfeita, o Santos poderá resolver ainda nessa gestão. Isso que é o mais importante. Não deixaremos nada de prejuízo a não ser aqueles que são previstos durante uma gestão. Nesse temos a possibilidade de qualquer gestão dar continuidade a esse projeto, que eu acredito que seja o mais importante, ou caso uma das partes não esteja segura, essa gestão dará uma resposta referente a esse contrato."Marcelo Teixeira

CT Meninos da Vila como garantia?
Um outro tema que chamou a atenção nas últimas horas foi o fato do CT Meninos da Vila entrar como garantia em caso de não pagamento da dívida. Questionado sobre essa situação, o mandatário do Peixe explicou que esse não é um contrato judicial, apenas um acordo entre as partes que está em vigência e sendo cumprido.
Ainda de acordo com Teixeira, o Santos está bem amparado em caso do acordo parar em esfera judicial. O presidente explicou que eles cederam o CT, ônibus, diversos imóveis em outros bens como garantia. No entanto, o mandatário deixou bem claro que a NR Sports não tem nada a ver com o cenário político do clube. Além disso, não acredita que futuramente tenha algum embate envolvendo o Alvinegro, a empresa e o craque brasileiro.
"Logicamente nós damos o ônibus, damos a chácara (Nicolau Moran), o CT, inúmeros imóveis como garantia judicial. Esse não é um contrato judicial. É um contrato que está sendo muito importante para o Santos. A NR não tem nada a ver com questões políticas do clube."Marcelo Teixeira
