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Leila Pereira diz que vai sugerir a clubes trocar Conmebol pela Concacaf após racismo

  • Presidente do Palmeiras volta a contestar punição por episódio na Libertadores sub-20
  • Atacante Luighi saiu de campo chorando após ser hostilizado por torcedores do Cerro Porteño
PorBia Palumbo
Presidente foi reeleita para um mandato até 2027
Presidente foi reeleita para um mandato até 2027 | Sports Press Photo/GettyImages

O Palmeiras voltou a se manifestar após a Conmebol divulgar a punição ao Cerro Porteño (Paraguai) por caso de racismo na Libertadores sub-20. Na semana passada o atacante palmeirense Luighi foi xingado e recebeu até uma cusparada de torcedores do time rival em duelo realizado no Estádio Gunther Vogel, na cidade paraguaia de San Lorenzo. O atleta de 18 anos saiu de campo chorando e a diretoria cobrou medidas severas como a exclusão do clube, o que não aconteceu. A CBF endossou o coro, mas a Conmebol decidiu por aplicar multa de 50 mil dólares e jogo com portões fechados na competição.

"Estou indignada com a pena aplicada pela Conmebol, 50 mil dólares e portões fechados, sendo que o Cerro Porteño nem está mais na competição. Sub-20 não tem público, tinha meia dúzia de racistas naquele dia. A pena de 50 mil dólares para um crime de racismo... se você atrasa um minuto para entrar em campo são 100 mil dólares, 78 mil se acender sinalizador. Vejam como a Conmebol encara o crime de racismo. É um absurdo. Escrevemos uma carta... Não só o Palmeiras, mas o clubes da Libra e LFU assinam, para a Fifa, solicitando que ela intervenha nos casos de racismo e que intervenha na Conmebol para que as penalidades sejam mais pesadas porque só com a certeza da punição vamos coibir esse tipo de crime. Protocolamos a carta hoje e vamos seguir acompanhando de forma firme, de perto. As lágrimas do Luighi machucaram o mundo inteiro. Nós temos que tomar medidas firmes com relação à Conmebol. Não é possível."
Leila Pereira, presidente do Palmeiras

A mandatária alviverde sugeriu ainda que os clubes mudem para se unir à Concacaf, com representantes da América do Norte, Central e Caribe. A entidade também organiza uma competição continental equivalente à Libertadores conhecida como Concachampions ou então Liga dos Campeões da Concacaf.

"O Brasil representa 60% da receita da Conmebol e os clubes brasileiros sendo tratados desta forma. Vou lançar uma ideia, uma reflexão para todos nós: já que a Conmebol não consegue coibir esse tipo de crime, não consegue tratar os brasileiros com o tamanho que os clubes representam, por que não pensar em nos filiarmos à Concacaf? Só assim vão respeitar o futebol brasileiro. É uma coisa a se pensar. Tenho uma reunião quarta-feira na CBF, vou conversar com os clubes brasileiros que vão estar lá e com o presidente Ednaldo. É uma semente a se plantar. Se não somos respeitados aqui na América do Sul, por que não ir à Concacaf? Com certeza financeiramente seria melhor para os brasileiros. Poderíamos pensar seriamente sobre isso."
Leila Pereira, presidente do Palmeiras

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