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Jogadores da Serie A italiana estariam envolvidos em esquema de exploração sexual; saiba mais

  • Organização criminosa teria se iniciado em 2019
  • Supostos operadores já estão em prisão domiciliar
Investigação chegou até atletas de Inter de Milão e Milan
Investigação chegou até atletas de Inter de Milão e Milan | Image Photo Agency/GettyImages

Na mira da Justiça. A promotoria de Milão, na Itália, deu início a uma investigação contra uma empresa que supostamente promoveria a exploração sexual de mulheres. E, segundo o jornal La Gazzetta dello Sport, cerca de 50 jogadores que atuam na Serie A italiana estariam envolvidos no esquema. Entre eles, profissionais de Milan e Inter de Milão.

O indício da participação dos atletas, na visão dos investigadores, ficou evidenciado pelo fato de vários deles seguirem o perfil da agência no Instagram. Além disso, dados coletados apontam para a transferência de dinheiro entre os investigados e a participação de celebridades, empresários e pilotos de Fórmula 1.

AC Milan v FC Internazionale - Serie A
Atletas de Inter de Milão e Milan estariam envolvidos | Image Photo Agency/GettyImages

Como funciona o suposto esquema de exploração sexual?

A Justiça investiga uma empresa suspeita de vender pacotes de festas com prostituição e utilização do conhecido "gás do riso". As mesmas aconteciam em hotéis e casas noturnas de luxo na Itália e na Grécia.

Emanuele Buttini e Deborah Ronchi, casados, já estão em prisão domiciliar e são acusados de operarem o esquema, cuja organização tinha sede em Cinisello Balsamo, uma província de Milão. Outros dois associados também foram detidos por organização de serviços sexuais e lavagem de dinheiro – proveniente dessa atividade.

Segundo a denúncia, mulheres acabavam forçadas à prostituição pela agência em questão, eram escolhidas por jogadores e recebiam apenas 50% do valor pago, com o restante ficando com os operadores do esquema. Os contratantes, através da utilização do gás nitroso, tinham garantida a 'euforia' sem riscos de serem pegos no exame antidoping.

Quando começou o esquema de exploração sexual?

Conforme a promotoria italiana, as festas promovidas pela agência começaram no ano de 2019 e se mantiveram, inclusive, durante a pandemia de Covid-19. Na sede da empresa, uma boate ilegal funcionou como confinamento em meio à reclusão social. Na Itália, a prostituição não é considerada uma atividade ilegal, desde que praticada de forma voluntária. No entanto, a exploração de terceiros é crime.


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