A eliminação da Itália para a Bósnia e Herzegovina na repescagem europeia da Copa do Mundo de 2026 abriu uma crise profunda na Azzurra e acelerou o debate sobre o comando técnico. De acordo com o jornal La Gazzetta dello Sport, a Federação Italiana de Futebol trabalha com a saída de Gennaro Gattuso e tem Pep Guardiola como principal objetivo para liderar a reconstrução do futebol italiano.
A derrota nos pênaltis marcou a terceira ausência consecutiva da Itália em Copas do Mundo — após ficar fora também em 2018 e 2022 —, cenário que aumentou a pressão por mudanças estruturais.
Itália quer Guardiola para reconstrução após fracasso nas Eliminatórias da Copa do Mundo
O técnico do Manchester City surge como o grande sonho da federação. A ideia seria promover uma ruptura no modelo recente e apostar em um projeto de modernização com forte influência tática e de desenvolvimento de jogadores. Atualmente, o principal obstáculo é a situação contratual.
Guardiola tem vínculo com o clube inglês até 2027, o que obrigaria a Itália a esperar o fim da temporada ou negociar uma liberação. Ainda assim, o espanhol teria respaldo amplo dentro da federação e também entre dirigentes e setores políticos do futebol local. Segundo a La Gazzetta dello Sport, a chegada do treinador representaria “uma mudança radical” na identidade da seleção italiana.
Roberto Mancini é favorito entre opções viáveis para seleção da Itália

Caso Guardiola não seja possível, o nome mais forte internamente é Roberto Mancini. Campeão da Eurocopa de 2020 com a Itália, o treinador é visto como alguém capaz de recuperar a identidade do time. Por outro lado, há resistência devido ao fato de que a seleção também falhou em se classificar para a Copa de 2022 sob seu comando. Ainda assim, ele aparece como opção mais acessível dentro do cenário atual.
Conte e Allegri completam lista da Federação Italiana

Outros dois nomes monitorados são Antonio Conte e Massimiliano Allegri. Ambos estão empregados — o primeiro comanda o Napoli e outro está à frente do Milan —, o que exige negociações complexas para uma eventual liberação.
A publicação italiana destaca que, no caso de Conte, a negociação seria ainda mais difícil devido, à postura firme do presidente do Napoli, Aurelio De Laurentiis. Além disso, a federação não quer correr o risco de iniciar a próxima Liga das Nações com um técnico interino. A Itália volta a campo apenas em setembro, quando enfrenta a Bélgica pela competição, e pretende definir o novo treinador antes do início do torneio.
