Conheça o Nacional Potosí, adversário do Botafogo na estreia da Libertadores
- Jogo na altitude é um dos desafios do Glorioso
- Clube boliviano tem técnico de 35 anos e nasceu inspirado no River Plate, da Argentina
Por Bia Palumbo

O Botafogo estreia na Libertadores nesta semana contra o Nacional Potosí (Bolívia). O confronto vale pela segunda fase, penúltima eliminatória antes da formação dos grupos. O jogo de ida é em solo boliviano na quarta-feira (18), às 21h30 (de Brasília) e a decisão da vaga fica para o dia 25 no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). Quem avançar enfrenta Barcelona de Guayaquil ou Argentinos Juniors.
O Nacional Potosí se classificou para o principal torneio do continente porque é o atual campeão da Copa da Bolívia. O time manda seus jogos no Estádio Víctor Agustín Ugarte, que tem capacidade para cerca de 35 mil torcedores e está localizado na província de Tomás Frías. Os arquirrivais do Alvirrubro são o Real Potosí e o Always Ready.
O principal destaque ofensivo do time é o atacante Willan Álvarez, de 30 anos. Em 2025 ele marcou 23 gols e deu sete assistências em 50 jogos, rendimento que o levou à seleção nacional. Foi convocado para amistosos contra Panamá e México neste ano.
100% de aproveitamento contra brasileiros em casa
Com tradição no cenário nacional, o Alvirrubro enfrentou dois adversários do Brasil recentemente pela Copa Sul-Americana, sendo que em ambas as ocasiões venceu em casa e perdeu fora.
Em 2018, levou 3 a 0 do Fluminense no Maracanã e venceu por 2 a 0 como mandante. Já contra o Fortaleza em 2024 os placares foram mais elásticos - 5 a 0 na Arena Castelão e goleada por 4 a 1 em casa.
Reforços para 2026
Neste ano a diretoria reformulou o elenco - contratou o goleiro Elder Araúz, o lateral-direito Kevin Bailaba, o lateral-esquerdo Juan Orellana, os meio-campistas Asaf Patzi e Yesit Martínez, o ponta direita equatoriano Maicon Solís, ex-Emelec, e os atacantes Denis Pinto, Mateo Abastoflor e Schneider Peña e centroavantes experientes como Damian Villalba, argentino de 34 anos, e Leandro Otormín, uruguaio de 29 anos formado no Nacional.
Eles se juntam a jovens das categorias de base como o meio-campista Jhojan Arce, de 20 anos, e o meia-atacante Andres Torrico, de 21.
Prêmio de melhor técnico
Assim como no caso do rival, o Nacional Potosí também é comandado por um profissional jovem. Leonardo Egüez trabalhou como auxiliar técnico antes de assumir o San Antonio Bulo Bulo em 2024 e depois partiu para o Independiente Petrolero. Foram trabalhos que duraram cerca de dois meses e a experiência atual já é a mais longeva da carreira dele.
Contratado em setembro de 2025, levou o time ao título da Copa Bolívia e foi eleito o melhor técnico do país.
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