A primeira janela de transferências do Vasco em 2026 terminou com sensações mistas. O clube foi ativo no início do ano, trouxe seis reforços e depois optou por não se movimentar na janela doméstica, apostando na evolução do elenco sob o comando de Renato Gaúcho até a pausa para a Copa do Mundo. A decisão revela uma estratégia clara: avaliar melhor o grupo antes de investir novamente, principalmente em um volante, prioridade interna para o segundo semestre.
Com calendário cheio e três competições pela frente, a diretoria entende que o técnico terá tempo para observar quem realmente pode render. E é justamente esse contexto que torna qualquer análise definitiva precipitada. Ainda é cedo para falar em erros. Há jogadores com poucos minutos, outros em adaptação ao futebol brasileiro e alguns que já começam a mostrar serviço de imediato.
Saídas do Vasco em 2026
- Jean David: contrato rescindido
- Maicon: acertou permanência em definitivo no Coritiba
- Paulinho: não teve contrato renovado
- Mauricio Lemos: deixou o clube ao fim do vínculo
- Lucas Oliveira: transferido para o Mirassol
- Pablo Vegetti: transferido para o Cerro Porteño
- Maxime Dominguez: transferido para equipe da Polônia
- Rayan: vendido ao Bournemouth
- Juan Sforza: emprestado ao Talleres
- Riquelme: emprestado ao Panserraikos FC
- Benjamín Garré: emprestado ao Aris Thessaloniki
- Victor Luis: rescindiu e seguiu para o Mirassol
- GB: transferido para o Fortaleza
- Philippe Coutinho: rescindiu contrato com o clube
Contratações do Vasco para 2026
- Johan Rojas: colombiano foi emprestado pelo Monterrey
- Alan Saldivia: zagueiro contratado junto ao Colo-Colo
- Marino Hinestroza: atacante ex-Atlético Nacional
- Brenner: atacante contratado junto à Udinese
- Cuiabano: lateral chegou por empréstimo do Nottingham Forest
- Claudio Spinelli: centroavante argentino contratado junto ao Independiente del Valle
Erros e acertos da primeira janela do Vasco em 2026
“Bom e novo”: Cuiabano vira o grande acerto da janela
Se há consenso neste início de temporada ele atende pelo nome de Cuiabano. O lateral rapidamente se tornou uma das principais armas do time, com participações diretas em gols e influência ofensiva constante. Em poucos jogos ganhou protagonismo e a confiança da torcida.

O impacto foi tão imediato que o jogador já desperta interesse do futebol europeu. Clubes alemães como Bayer Leverkusen e Borussia Dortmund fizeram sondagens, conforme publicado pelo site ge.globo. A diretoria vascaína, inclusive, avalia exercer a opção de compra prevista no empréstimo junto ao Nottingham Forest, estipulada em cerca de 10 milhões de euros.
Rojas cresce com a camisa 10
Outro nome que começa a justificar o investimento é Johan Rojas. O colombiano herdou a icônica 10 após a saída de Coutinho e subiu de status dentro do elenco. Adaptado ao futebol brasileiro, soma sequência de jogos e é visto internamente como um atleta de personalidade. Não teve início explosivo em números, mas se destaca pela regularidade e pela participação no funcionamento ofensivo da equipe.

Reforços ainda em fase de observação
A maior parte das contratações, porém, ainda passa por um processo natural de adaptação. É o caso de Brenner, que chegou com expectativa alta, mas alterna momentos e soma dois gols em 10 jogos até aqui. Apesar das críticas, há confiança de que o atacante pode evoluir.
Marino Hinestroza é outro que ainda busca espaço. Contratado com expectativa, tem sido pouco utilizado e ainda não conseguiu engatar sequência. A concorrência no setor ofensivo pesa e o jogador segue em avaliação.
Já Spinelli teve oportunidades, mas não empolgou de imediato. Ainda assim, o centroavante é visto como um atleta de área, com potencial para crescer conforme o time evolua coletivamente.
Saldivia e a solidez defensiva em construção
Alan Saldivia aparece como um reforço que começa a gerar impressões positivas. O zagueiro uruguaio mostrou boa imposição física e ganhou minutos após mudanças na defesa, ainda que com oscilações naturais, já que em todas as partidas que esteve em campo, sofreu gols. O desempenho reforça a sensação geral: há mais apostas do que certezas nesta janela.

Sem reforços na janela doméstica e aposta no elenco
Após essas seis contratações iniciais o Gigante da Colina optou por não trazer novos jogadores na janela doméstica. A decisão passa pela gestão financeira e também pela necessidade de observar melhor o grupo atual sob escrutínio de Renato Gaúcho. A ideia é avaliar o elenco até a pausa da Copa e voltar ao mercado em julho com alvos mais definidos. Com 16 jogos em dois meses, o período será decisivo.
Ainda é cedo para falar em erros
A conclusão mais justa neste momento é que o balanço da primeira janela ainda está em aberto. Cuiabano desponta como acerto claro, Rojas mostra evolução consistente e os demais nomes ainda buscam afirmação. Com poucos meses de temporada, rotular contratações como falhas seria precipitado.
A estratégia vascaína parece clara: dar tempo ao elenco, confiar no trabalho de Renato e avaliar com calma antes de procurar novidades no mercado. Até aqui, o saldo é mais de expectativa, com um destaque já consolidado e boas peças aguardando sua vez.
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