No início de abril, mais especificamente no dia 3, o Botafogo entrou na Justiça do Rio de Janeiro com duas ações contra o Lyon. O objetivo? Reaver quantias repassadas aos franceses enquanto ambos os clubes, adquiridos pelo Eagle Group, trabalhavam sob o modelo de caixa único da rede multiclubes liderada por John Textor. Pois a primeira vitória veio, com a obrigatoriedade de um depósito de pouco mais de R$ 122 milhões em até três dias.

O processo, considerado um título de execução extrajudicial, permite a chamada execução imediata por parte do Fogão. A sentença foi assinada pelo juiz Leonardo de Castro Gomes, da 17ª Vara Cível da Comarca da Capital, e garante ao Lyon o prazo de 15 dias úteis para apresentar eventuais embargos à decisão. Neste prazo, no entanto, precisa comprovar o pagamento de 30% do valor, podendo requerer que o restante seja quitado em seis parcelas mensais.
O montante corresponde a 21 milhões de euros referentes a três transferências feitas em março de 2025. A SAF do Botafogo entende que a Justiça do Rio de Janeiro tem legitimidade para tratar do caso, já que o Lyon teria aceitado o foro carioca para eventuais discussões.
Qual é o total cobrado pelo Botafogo?
O Botafogo move dois processos contra o Lyon, e a cobrança total gira em torno de R$ 745 milhões. A segunda disputa, ainda sem uma decisão firmada, diz respeito a 11 transferências (entre março de 2024 e fevereiro de 2025) não devolvidas e que totalizam R$ 573 milhões. Também se cita a contratação de um empréstimo junto ao Banco XP, em que o Lyon teria se comprometido a pagar os juros (aproximadamente R$ 45 milhões).
O que disse o Botafogo ao mover as ações?
"Em meio a conflitos internos entre os acionistas do Eagle Group, o novo presidente do Olympique Lyonnais rescindiu unilateralmente o acordo de colaboração. Apesar de ter se beneficiado dos recursos recebidos, o clube francês não cumpriu suas obrigações e se recusou a pagar a dívida aos clubes parceiros do Eagle: R$ 745 milhões devidos ao Botafogo e mais de € 12 milhões devidos ao RWD Brussels. Esse inadimplemento teve impactos diretos nas operações do Botafogo, comprometendo o planejamento financeiro e afetando sua capacidade de renovar contratos e contratar jogadores. Como consequência, o clube chegou a sofrer um transfer ban imposto pela FIFA no final de 2025."Nota oficial do Botasfogo
