A Copa do Mundo costuma ser o palco perfeito para novos protagonistas. Sempre aparece aquele nome que pouca gente acompanhava de perto - até ele decidir um jogo grande, marcar um golaço ou simplesmente levar uma seleção inteira.
Foi assim com James Rodríguez em 2014, com Kylian Mbappé em 2018 e mais recentemente com Enzo Fernández em 2022. E, olhando para 2026, a sensação é clara: a próxima geração já está batendo na porta — e com força.
A diferença agora é que muitos desses jovens já chegam mais prontos. São jogadores que atuam em alto nível, enfrentam pressão semanal e começam a ganhar protagonismo em seleções tradicionais. Ou seja, não vai ser surpresa se algum deles sair do torneio como “o nome da Copa”.
Abaixo, o 90min apresenta alguns dos atletas mais interessantes para ficar de olho ...
1. Endrick (Brasil)

Ele já não é mais apenas “a joia bruta do Real Madrid”. Hoje, ele é um atacante que combina força física, explosão e uma frieza incomum para a idade. Mesmo aos 19 anos, já mostrou personalidade em jogos grandes - algo essencial em Copa do Mundo. Emprestado ao Lyon desde janeiro, soma 16 aparições pelo clube, com impressionantes seis gols e seis assistências. O que chama atenção é a mentalidade: ele não se esconde. Se tiver minutos, tende a ser aquele tipo de jogador que finaliza sem pensar duas vezes - e em torneios curtos, isso faz muita diferença.
2. Arda Güler (Turquia)

Canhoto, criativo e com chute de média distância, o turco é aquele meia que decide jogos em um lance. Aos 21 anos, ele joga com leveza, mas com impacto, seja criando ou finalizando. Tem sido bastante utilizado na Turquia, é visto como o cérebro ofensivo da equipe. Em um time que aposta em transições rápidas, ele pode ser o diferencial técnico que transforma bons momentos em gols.
3. Pau Cubarsí (Espanha)

Zagueiro com maturidade absurda para a idade. Revelado no Barcelona, impressiona pela forma como sai jogando com a bola. Ele inicia jogadas como um meia, com calma e precisão. Se a Espanha se destacar pelo controle de jogo na Copa, muito disso pode passar pelos pés dele. E defensores que sabem jogar sob pressão costumam crescer muito em torneios grandes.
4. Luka Vuskovic (Croácia)

Alto, dominante no jogo aéreo e com ótima leitura defensiva, é aquele zagueiro “raiz” com um toque moderno - sabe se posicionar e raramente é pego fora do seu lugar. A Croácia vive transição geracional, e ele pode ser peça-chave nisso. Além disso, é perigoso em bolas paradas, algo que decide jogos equilibrados.
5. Warren Zaïre-Emery (França)

Talvez um dos meio-campistas mais completos dessa lista. No PSG ele marca, constrói, acelera o jogo e tem inteligência tática muito acima da média. Nos Bleus, pode não ser o nome mais midiático, mas é o tipo de jogador que dá equilíbrio - e libera os craques ofensivos para decidir.
6. Estêvão (Brasil)

Extremamente habilidoso no um contra um, é o ponta que quebra linhas sozinho, mas também sabe voltar para contribuir na criação. Tem improviso, velocidade e coragem para encarar qualquer defensor. Se entrar em um jogo aberto pode ser devastador. O típico jogador que muda o ritmo da partida em poucos minutos.
7. Kendry Páez (Equador)

Completa 19 anos em maio, mas já tem rodagem internacional, com experiência na elite da França e Inglaterra. Criativo, enxerga espaços e tem personalidade para assumir responsabilidade. La Tri costuma ser tratada como um azarão, mas se surpreender ele provavelmente estará no centro disso.
