As horas vão passando, o coração do torcedor começa a acelerar... É o clima de Copa do Mundo que começa oficialmente a se instalar entre todos os povos ao redor dos quatro cantos do planeta. Com isso, o 90min segue a sua contagem regressiva oficial até o pontapé inicial do torneio mais valioso e aguardadodo calendário esportivo global: restam 41 dias para o início da edição de 2026.
Nesta sexta-feira (01/05), apresentaremos a você, nosso leitor, a Suíça. Historicamente conhecida por sua solidez defensiva, a seleção helvética conta com uma boa geração de jogadores e chega à Copa com status de forte candidata ao mata-mata, pela competitividade que conhecemos e pelo entrosamento de um grupo experiente, que se conhece bem. A seguir, contamos um pouco da história do time nacional suíço. Confira:

Como a Suíça conquistou sua vaga à Copa do Mundo 2026?
A Nati, apelido da seleção suíça, não deu margem para dúvidas, questionamentos ou dramas desnecessários durante as Eliminatórias Europeias, vencendo o seu grupo com uma campanha dominante e contundente: quatro vitórias e dois empates entre seis partidas disputadas, com 14 gols marcados e apenas dois sofridos.
Sua estreia no torneio qualificatório foi marcado por uma goleada expressiva sobre Kosovo (4x0), jogo no qual Breel Embolo se destacou, com dois gols marcados. Em seguida, venceu Eslovênia e Suécia por 3x0 e 2x0, respectivamente. A defesa praticamente impenetrável foi o grande trunfo da equipe na trajetória que confirmou sua 13ª participação em Copas do Mundo, sendo esta a sexta edição consecutiva com presença helvética.

Qual é o grupo da Suíça na Copa do Mundo 2026?
A Suíça foi sorteada no Grupo B, que conta com outra seleção da Uefa além dela: estamos falando da Bósnia, que fez história com sua segunda classificação à Copa, eliminando a Itália na repescagem. Além dos bósnios, também integram a chave: o Canadá, anfitrião do torneio; e o Catar, da AFC.
Quando será a estreia da Suíça na Copa do Mundo 2026?
O primeiro compromisso oficial da Suíça na Copa do Mundo 2026 será contra o Catar, no dia 13 de junho, com bola rolando no Levi's Stadium, em Santa Clara, Califórnia, a partir das 16h de Brasília.

Títulos e melhor campanha da Suíça em Copas do Mundo
Apesar de ser uma seleção tradicional em seu continente e com um número considerável de participações em Eurocopa e Mundiais, a Suíça nunca conquistou um título significativo com a sua equipe profissional masculina. A melhor campanha da Nati na história das Copas do Mundo foi a fase de quartas de final, alcançada em três oportunidades: 1934, 1938 e 1954.
É importante ressaltar que a Suíça tem sido, na era mais recente do futebol (1990–), quase uma "figurinha carimbada" ao menos na primeira fase do mata-mata, chegando pelo menos nas oitavas de final em cinco das seis últimas edições em que esteve presente.
- Participações: 13 (1934, 1938, 1950, 1954, 1962, 1966, 1994, 2006, 2010, 2014, 2018, 2022, 2026)
- Números gerais em Copas: 41 jogos – 14 vitórias, 8 empates, 19 derrotas (55 GP, 73GC)
Quem é o maior artilheiro da história da Suíça?
Acredite se quiser: o maior artilheiro da história da Suíça não é Xherdan Shaqiri! Apesar do carismático e habilidoso meia-atacante ter marcado época com a camisa da Nati, se consolidando como aquele jogador que vêm à mente de 9 em cada 10 pessoas quando falamos de uma seleção específica, o maior goleador de todos os tempos da Suíça é Alexander Frei. Nascido na Basileia, o centroavante de carreira marcante por Basel e Borussia Dortmund, anotou 42 gols em 84 partidas oficiais, disputadas entre os anos de 2001 e 2011.
No quesito Copas do Mundo, o jogador com mais gols marcados pela Suíça é Josef Hügi, com 6 tentos, seguido de perto por Shaqiri, que marcou 5 gols em Mundiais. O "Messi dos Alpes", para a tristeza de todos os que gostavam de seu futebol, anunciou aposentadoria da seleção em 2024.

Conheça o treinador da Suíça na Copa do Mundo 2026
Anunciado como treinador da Suíça em agosto de 2021, ou seja, no meio do caminho do ciclo para a Copa do Mundo passada, Murat Yakın recebeu um voto de confiança da federação local para seguir no comando dos helvéticos mesmo após a dolorosa eliminação no Mundial do Catar: sua equipe foi atropelada por Portugal nas oitavas de final, perdendo por 6x1, placar elástico bem atípico quando analisamos o histórico das eliminações suíças em grandes torneios.
Em Euro 2024, a Nati fez uma boa campanha, caindo apenas nas quartas de final para a Inglaterra, nas penalidades. Sob comando do profissional de apenas 51 anos – que soma passagens por times como Grasshoppers, Fenerbahçe, Stuttgart e Basel antes de assumir a seleção –, a Suíça disputou 57 jogos, totalizando: 24 vitórias, 19 empates e 14 derrotas, com 100 gols marcados e 70 sofridos.
Grande estrela e talentos para ficar de olho na Suíça na Copa 2026
A Suíça não tem um grande craque em seu elenco, mas conta com peças interessantes em todas as linhas: o goleiro Gregor Kobel é figura de destaque no Borussia Dortmund, enquanto Manuel Akanji, ex-Manchester City e atualmente na Inter de Milão é o líder do sistema defensivo. No meio-campo, temos que mencionar sempre o experiente Granit Xhaka, do Southampton, articulador da equipe e recordista em internacionalizações (144). No ataque, Embolo ainda é o nome mais importante, mas os jovens Dan Ndoye e Noah Okafor tendem a agregar bastante neste Mundial.
Entre as revelações que levantam expectativas, olho no garoto Johan Manzambi, de apenas 20 anos. Fazendo uma bela temporada pelo Freiburg, da Bundesliga, tem todos os pré-requisitos para ser a "joia" de sua seleção no Mundial: personalidade, habilidade, vigor físico e inteligência tática. Seu ano com a equipe alvinegra é tão bom que o colocou na lista de desejos do Bayern de Munique para a próxima janela de transferências de verão.

Previsão: até onde vai a Suíça na Copa do Mundo 2026?
Competir é a especialidade da Suíça, uma seleção resiliente, duríssima de ser vazada e que vende muito caro as derrotas sofridas nos mata-matas de Euro ou Mundiais. Podemos esperar esse mesmo cenário em 2026: é um grupo com virtudes e boas peças em todos os setores, plenamente capaz de passar sem sustos (como primeiro colocado de chave) para a fase 16 avos de final. Dependendo do cruzamento em seu caminho, chegar às oitavas de final é bem factível.
O material humano, no entanto, tende a ser insuficiente para projetarmos algo além disso para os helvéticos: se conseguirem beliscar quartas, já estarão superando as expectativas.
