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Roger vibra com 'volta para casa' e projeta Grêmio competitivo para a temporada 2022

Fabio Utz
Treinador vai para a sua segunda passagem à frente do Tricolor
Treinador vai para a sua segunda passagem à frente do Tricolor / Lucas Uebel/GettyImages
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Pouco mais de doze horas depois de ter sido confirmado como novo técnico do Grêmio, Roger Machado foi apresentado de forma oficial. Ele retorna ao clube depois de quase seis anos - sua primeira passagem, que iniciou em 2015, terminou em dezembro de 2016. Ele chega à Arena junto com os auxiliares Roberto Ribas e James Freitas, o coordenador de preparação física Paulo Paixão e o analista de desempenho Jussan Anjolin. Veja as principais declarações do novo comanda tricolor.

Volta para ‘casa’

Confesso que desejei muito esse momento, e o clube sempre teve entre as minhas prioridades. Volto mais experiente, mais maduro e muito pronto para poder contribuir com o clube. Tenho certeza que a gente vai ser muito feliz por esses anos. É um momento muito feliz da minha trajetória. Voltar para casa é muito bom.

O que mudou no Roger?

Eu me tornei mais velho, muitos cabelos brancos a mais, com muitas vivências acumuladas em quase sete anos de trajetória no futebol brasileiro. Minhas ideias continuam evoluindo porque o futebol muda muito rápido, mas o futebol na sua essência é o mesmo. Construir um time competitivo, que saiba disputar a competição que está disputando e com o qual o torcedor se sinta representado. Volto mais maduro e melhor preparado para enfrentar esse momento do clube.

Planejamento para arrancada

Não dá para cravar que a velocidade do processo vai ser o mesmo (em relação à primeira passagem), mas o entusiasmo é muito maior. A tabela fala por si do trabalho do Mancini. Estou herdando um caminho pavimentado, que vai ser uma continuidade, mas não que obrigatoriamente se faça as mesmas coisas. Pegando ou não no decorrer do campeonato, a minha trajetória prova que quando cheguei no decorrer do processo foram os meus trabalhos mais longos.

Expectativa positiva em cima do trabalho

Trabalhar com expectativa a favor é sempre muito positivo, mas a gente precisa atender esta expectativa que é impactada pelo que aconteceu em 2015/2016. Também espero ter uma outra arrancada como naquele momento e vamos trabalhar para isso. Mas é preciso ter a consciência e entender os processos.

Como lidar com o ‘fardo’ do rebaixamento presente em jogadores?

No futebol brasileiro os insucessos eles são acumulativos e retroativos. É inevitável se carregar o insucesso de uma temporada anterior. Os jogadores sofrem, a direção sente, o treinador também herda e começa a temporada já com essa necessidade de estar todo jogo provando. Eu sei que retornar ao clube gera uma expectativa grande, mas se dentro de campo não corresponder também vai haver cobrança. O torcedor é inteligente, apaixonado e entende o momento que o clube que está vivendo. Não tenho dúvida que ele vai estar ao nosso lado e saberá estender a mão, com essa energia que é retroalimentada. Vai do campo para a arquibancada e da arquibancada para o campo.

É possível retomar o modelo de futebol implementado no passado?

Os momentos têm que ser analisados de formas diferentes. Óbvio que tenho um desejo por um determinado modelo de jogo, mas eu preciso trabalhar em cima do material humano que eu tenho à disposição. Se a gente puder estabelecer conexões semelhantes, obviamente que serão feitas, mas encontrar a forma certa dentro das características dos jogadores que temos é tão determinante quanto encontrar um modelo certo para iniciarmos um trabalho.

Como fazer mais com menos recursos?

Para mim não é novidade. É o que mais gosto de fazer, desenvolver atletas que possam virar ídolos para o clube. Sempre estive preparado para isso.

Gerência do vestiário tricolor

Tenho certeza que eu tenho um vestiário muito saudável, muito sadio. Os problemas no futebol começam e terminam no campo. Conversei com o Mancini, e o que eu ouvi é muito satisfatório, que é um grupo extremamente motivado, interessado e dedicado. Características diferentes de personalidade geram características diferentes de gestão, mas isso não me preocupa de forma nenhuma. Quando a cobrança é feita prezando pelo coletivo, as coisas acontecem. O meu objetivo é desenvolver o atleta para que ele devolva através do coletivo. E isso eu prezo sempre.

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