Opinião

Como ter certeza sobre o sucesso de Roger Machado no Grêmio após sequência de trabalhos incompletos?

Fabio Utz
Profissional foi anunciado como substituto de Vagner Mancini
Profissional foi anunciado como substituto de Vagner Mancini / Lucas Uebel/GettyImages
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Quem me conhece sabe: não sou fã de Roger Machado como treinador. Pelo contrário, possuo muitas restrições ao trabalho dele. Por isso, não tenho tanta fé de que ele possa ser o comandante que o Grêmio precisa.

Veja bem, não estou dizendo aqui que a chegada deste treinador ameaça o futuro do Tricolor em sua tentativa de voltar à elite do futebol brasileiro ou que o time, com este profissional à frente, está impedido de seguir sua caminhada até aqui invicta no Campeonato Gaúcho. Não é isso. Só acho que Roger, como técnico, ainda está alguns (muitos) patamares abaixo da grandeza do clube de Porto Alegre.

Trata-se de um treinador, por exemplo, que tem dificuldade em lidar com pressão. Além disso, coloca, na minha visão, conceitos à frente da realidade. E isso, a médio prazo, vira um tiro no pé. Foi o que o aconteceu em todos os times pelos quais passou até hoje. Não deveria ter evoluído neste sentido?

Ele trabalha em equipes de Série A desde 2015 e nunca conseguiu completar ciclos. Do próprio Grêmio, em 2016, pediu demissão por acreditar que não tirava mais nada do grupo que que tinha em mãos - pois chegou Renato Portaluppi e, em menos três meses, garantiu o título da Copa do Brasil montando uma equipe altamente dinâmica e, sim, de futebol encantador.

Claro que, entre Roger e Vagner Mancini, existe um oceano de diferença. Mas como Mancini, agora, é passado, preciso me preocupar com o novo treinador gremista. E sua trajetória, repito, ainda é cheia de pontos de interrogação.

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