Que fim levaram as 20 maiores promessas do futebol brasileiro na década passada

Breiller Pires
Adryan em ação pelo Flamengo.
Adryan em ação pelo Flamengo. / LatinContent/Getty Images
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Há exatos 10 anos, a Placar publicava uma lista elencando as 20 maiores promessas do futebol brasileiro. Eu ainda trabalhava como repórter da revista e ajudei na apuração para levantar os nomes, que contou com consultas a dezenas de olheiros, técnicos e profissionais da base. Apesar de todo o esforço de reportagem, a maioria dos talentos escolhidos em nosso exercício de futurologia não vingou como se projetava naquela época.

Um dos poucos que emplacaram, embora tenha decepcionado em sua passagem pela Europa, hoje brilha vestindo a camisa do Flamengo. Saiba o que aconteceu com a carreira de cada um dos prodígios da década passada:

20. Yago

Yago comemora gol pelo Vasco na Copa do Brasil.
Yago comemora gol pelo Vasco na Copa do Brasil. / Fernando Soutello/Agif/Gazeta Press

Quando estava no sub-17 do Vasco, chegou a ser comparado ao ex-atacante Dener. Integrou o elenco campeão carioca em 2015, mas teve pouca cancha no time principal. Rodou por países como EUA, Kuwait e Coreia do Sul e, neste ano, fechou com a URT para disputar o Campeonato Mineiro. Em 2019, levou um susto ao ser baleado no ombro quando passava férias no Espírito Santo, sua terra natal.

19. Glênio

Seleção brasileira sub-15.
Seleção brasileira sub-15. / Dante Fernandez/Getty Images

Zagueiro técnico e de boa estatura, era frequentemente convocado para a seleção brasileira sub-15. Dispensado da base do Inter, só fez sua estreia no profissional pelo Cruzeiro-RS, mas logo encerrou a carreira por falta de oportunidades.

18. Mirray

Equipe sub-15 do São Paulo.
Equipe sub-15 do São Paulo. / Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Em alta na base tricolor, assinou contrato com multa rescisória de 30 milhões de reais. Porém, as seguidas lesões o impediram de vingar no São Paulo. Hoje, aos 27 anos, o meia acumula passagens sem brilho por times pequenos. Antes de fechar com o Gama para esta temporada, defendeu o Barretos na terceira divisão paulista.

17. Lorran

Lorran escapa da marcação na final da Copinha de 2011.
Lorran escapa da marcação na final da Copinha de 2011. / Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Volante canhoto, de rara habilidade, foi campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2011. Pelo Flamengo, subiu da base para o time principal por indicação de Vanderlei Luxemburgo, mas acabou se perdendo por indisciplinas e noitadas. Em 2018, foi baleado na perna ao pegar carona com um traficante. No ano seguinte, disputou o Catarinense pelo Hercílio Luz, seu último clube.

16. Lucas Farias

Lateral já defendeu o Náutico.
Lateral já defendeu o Náutico. / Aldo Carneio Costa/Gazeta Press

Apontado como o melhor lateral-direito de sua geração, era figurinha carimbada na seleção sub-15. Apesar de ser monitorado por grandes clubes ingleses, teve pouco espaço no São Paulo, de onde partiu para empréstimos como Boa Esporte e Náutico. Está sem clube desde a aventura pela USL, segunda liga dos EUA, em 2019.

15. Marlon Bica

Bica disputa bola no Mundial sub-17.
Bica disputa bola no Mundial sub-17. / LatinContent/Getty Images

Chegou à base do Internacional com apenas cinco anos. Capitão em todas as categorias, sagrou-se campeão sul-americano e mundial sub-17 pela seleção, em 2011, mas não teve chance na equipe principal colorada. Hoje defende o Comercial-MS.

14. Guido

Guido treinando pelo Bahia.
Guido treinando pelo Bahia. / Edson Ruiz/Coofiav/Gazeta Press

Campeão da Copinha pelo Santos, não chegou a ser promovido para o time principal antes do vencimento do contrato, aos 22 anos. Ainda passou por Bahia e Juazeirense, onde encerrou a carreira nos gramados, em 2016. Virou engenheiro.

13. Bruno Sabiá

Meia-atacante em sua época de Palmeiras.
Meia-atacante em sua época de Palmeiras. / Djalma Vassão/Gazeta Press

Irmão dos zagueiros Eli e Rodrigo Sabiá, Bruno era considerado o mais talentoso da família. Entretanto, as passagens pela base de Inter e Palmeiras não foram suficientes para projetá-lo ao estrelato. Acertou com o Marília para a disputa da Série A3 do Paulista este ano.

12. Romarinho

Time sub-20 do Palmeiras.
Time sub-20 do Palmeiras. / Marcelo Campos/Preview.com/Gazeta Press

Não, não é aquele carrasco amado pelos corintianos… Visto como uma estrela precoce na base do Palmeiras, este Romarinho assinou seu primeiro contrato aos 13 anos, mas saiu do clube com fama de indisciplinado, sem estrear pelo time principal. Está sem jogar desde 2019, quando atuou pelo Atibaia.

11. Robert

Ele foi integrado ao elenco principal do Flu, em 2013.
Ele foi integrado ao elenco principal do Flu, em 2013. / Moyses Ferman/Agência Eleven/Gazeta Press

Seu primeiro contrato com o Fluminense tinha multa rescisória avaliada em quase 200 milhões de reais. Após subir ao lado de Gerson e treinar com Fred, aceitou proposta para defender o Barcelona B. Sem brilhar na Catalunha, voltou ao Brasil de maneira discreta. No ano passado, jogou o Campeonato Carioca pelo Boavista - não entrou em nenhuma partida. Agora, aos 24 anos, foi contratado pela Portuguesa-RJ.

10. Lucas Severo

Clássico Grenal na base.
Clássico Grenal na base. / Everton Silveira/Raw Image/Gazeta Press

Foi alvo de disputa em Porto Alegre. O Grêmio acusou o rival Inter de aliciamento, após seu volante promissor ir parar na base colorada. No fim, Severo nem alcançou o time principal. O auge da carreira foi a disputa da segunda divisão gaúcha pelo Guarani, de Venâncio Aires.

9. Léo Bonatini

Bonatini marca pelo sub-20 do Cruzeiro.
Bonatini marca pelo sub-20 do Cruzeiro. / Itamar Aguiar/Raw Image/Gazeta Press

Centroavante de imposição física e presença de área, foi revelado pelo Cruzeiro e se destacou nas seleções de base. O bom desempenho no Goiás, em 2014, chamou a atenção do futebol europeu. Atua na segunda divisão suíça com a camisa do Grasshopper, emprestado pelo Wolverhampton.

8. Guilherme Costa

Guilherme em ação pelo Vasco, no Carioca de 2017.
Guilherme em ação pelo Vasco, no Carioca de 2017. / André Fabiano/Código19/Gazeta Press

Surgiu como grande aposta da base vascaína, sob a esperança de traçar o mesmo caminho de Philippe Coutinho e Alex Teixeira. No entanto, aos 26 anos, após vários empréstimos para equipes menores, ainda não conseguiu se firmar em São Januário.

7. Mattheus Oliveira

Luxemburgo orienta Mattheus em treino no Flamengo.
Luxemburgo orienta Mattheus em treino no Flamengo. / Pedro Martins/Agif/Gazeta Press

Filho de Bebeto - aquele do nana-nenê que o ex-atacante embalou ao comemorar seu lendário gol contra a Holanda na campanha do tetra -, o meia pouco jogou pelo Flamengo, onde frequentava as seleções de base desde os 13 anos. Sem se firmar no futebol português, disputou o último Brasileirão pelo rebaixado Coritiba.

6. Victor Andrade

Atacante lamenta gol perdido pelo Santos.
Atacante lamenta gol perdido pelo Santos. / Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Aos 11 anos, participou do Mundialito de sua categoria pelo Benfica e terminou a competição como artilheiro. No ano seguinte, desembarcou na base do Santos. Por falta de sequência no profissional , foi recontratado pelo Benfica, mas pouco jogou na Europa. Hoje com 25 anos, fechou acordo para se transferir ao Suwon FC, da Coreia do Sul, depois de jogar o Brasileiro pelo Goiás.

5. Andrigo

Andrigo, em partida pelo Atlético Goianiense.
Andrigo, em partida pelo Atlético Goianiense. / Fernando Dantos/Gazeta Press

Tido como a maior promessa do Beira-Rio após a saída de Oscar, o meia ambidestro não foi capaz de se provar no time principal do Inter. Com 25 anos recém-completados, vai para seu oitavo clube na carreira, com a missão de levar o Guarani de volta à primeira divisão nacional.

4. Jean Chera

O meia foi revelado pelo Santos.
O meia foi revelado pelo Santos. / Guilherme DionizioGazeta Press

Sob grande badalação no Santos, onde chegou a receber salário maior que o de Neymar na base, empacou na transição para o profissional. Foi emprestado para várias equipes e encerrou a carreira precocemente, aos 22 anos, no Sinop-MT. Agora tenta a sorte como jogador de e-sports.

3. Adryan

Adryan já defendeu o Leeds, da Inglaterra.
Adryan já defendeu o Leeds, da Inglaterra. / Jan Kruger/Getty Images

Natural de Bento Ribeiro, mesmo bairro que viu Ronaldo Fenômeno nascer, sofreu com as inúmeras comparações a Zico na base do Flamengo. O meia-atacante foi emprestado a times europeus, como Cagliari e Leeds, mas jamais emplacou com a camisa rubro-negra. Pertence ao Sion, da Suíça, e disputou a última Série B pelo Avaí, por empréstimo.

2. Lucas Piazon

Piazon atuou pelo Rio Ave antes de se transferir para o Braga.
Piazon atuou pelo Rio Ave antes de se transferir para o Braga. / Quality Sport Images/Getty Images

Tratado como o “novo Kaká” na base do São Paulo, o atacante figurou praticamente em todas as categorias da seleção brasileira. Antes de subir à equipe principal tricolor, o Chelsea desembolsou 7,5 milhões de euros para contratá-lo. Sem espaço no time inglês, pelo qual disputou somente três jogos, acabou emprestado a diversos clubes, entre eles o Rio Ave, de Portugal. Foi lá que chamou a atenção do Braga, que o contratou em definitivo este ano.

1. Gabigol

Atacante celebra gol pelo Santos, em 2013.
Atacante celebra gol pelo Santos, em 2013. / Ricardo Saibun/Gazeta Press

Goleador na base do Santos, o atacante logo subiu para o time principal e ganhou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. Apesar de não ter dado certo na Europa, onde passou por Inter de Milão e Benfica, se tornou um dos principais atacantes do país e o maior ídolo do Flamengo na atualidade.

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