Copa América Feminina

Finalista da Copa América, Brasil vence em noite de Bia Zaneratto e garante vaga na Copa do Mundo e Olimpíadas

Vitória garantiu classificação e vaga direta para Olimpíadas e Copa do Mundo
Vitória garantiu classificação e vaga direta para Olimpíadas e Copa do Mundo / Gabriel Aponte/GettyImages
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Dona de sete dos oito títulos continentais, a Seleção Brasileira confirmou o favoritismo na Copa América com vitória categórica sobre o Paraguai por 2 a 0 na semifinal. E justo no dia em que completou 100 jogos com a camisa amarelinha a atacante Bia Zaneratto se consagrou com um gol e assistência para Ary Borges abrir o placar.

A adversária da final é a Colômbia, que bateu a Argentina. Além de estar a um passo do octacampeonato, a canarinho carimbou o passaporte para a Copa do Mundo de 2023 e Olimpíadas de 2024.

As brasileiras foram pra cima desde o primeiro minuto, tanto que Debinha assustou a goleira logo aos 30 segundos de jogo. E o domínio verde e amarelo se transformou em bola na rede aos 16 minutos, após investida de Adriana pela direita. Martínez tentou cortar o cruzamento sem sucesso e houve um bate e rebate dentro da área até que Bia Zaneratto ajeitou para trás e Ary bateu de canhota, sem chances para a goleira Bobadilla.

A vantagem aumentou 12 minutos depois, em jogada bem construída com participação de Antônia, pressionando no meio de campo, Debinha recebeu na frente e chegou a sofrer a falta quando estava de frente para o gol, mas a árbitra deixou seguir e a bola sobrou para Bia Zaneratto, que limpou a marcação de Quintana e usou o pé esquerdo para fazer o segundo.

Comandada pelo brasileiro Marcello Frigério, a Albirroja entrou em campo desfalcada de cinco jogadoras por surto de Covid-19 que atinge o elenco e disposta a travar o jogo das brasileiras, tanto que provocou um cartão amarelo para Ary Borges e só conseguiu finalizar na bola parada, principalmente com Fany Gauto, mas Lorena espalmou para escanteio, e Jessica Martínez, mas na primeira ela mandou à direita do gol e na outra mudou de lado, mas a bola foi rasteira e facilitou a defesa.

Angelina quase anotou uma pintura - recebeu passe de calcanhar de Bia e deu drible da vaca em María Martínez, contudo finalizou no meio do gol e Bobadilla defendeu em dois tempos. Artilheira do Brasil na Copa América com cinco gols, Adriana avançou pela esquerda e foi derrubada perto da área. Na cobrança, Debinha jogou no meio da área e Bia só não marcou outra vez porque a goleira espalmou a cabeçada.

Os times voltaram iguais dos vestiários, mas no segundo tempo o ritmo caiu. As brasileiras erraram alguns passes, mas mantiveram a tranquilidade para administrar o 2 a 0.

Kerolin protagonizou duas boas chances na etapa final, sendo a primeira um chute que saiu por cima do travessão e na outra a cabeçada passou perto da trave, após outra descida de Adriana pela direita e cruzamento com visão de jogo de Antonia.

A lateral também criou uma das melhores chances da etapa final. Ela soube aproveitar os espaços deixados pela defesa rival, tanto que se mandou para o ataque, cruzou na medida e obrigou a goleira a espalmar. Duda Sampaio, que entrou no segundo tempo, pegou o rebote livre na área, mas pegou mal e a bola subiu demais. Pia Sundhage também usou a reta final para dar rodagem a meninas como Fê Palermo, Kathellen, Gabi Portilho e Geyse.

A hegemonia brasileira se traduz na campanha até agora, com 100% de aproveitamento em cinco jogos, sendo 19 gols marcados e nenhum sofrido.

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