Futebol brasileiro

Criação da Libra, a liga do futebol brasileiro, é marcada por opiniões conflitantes entre dirigentes

Lucas Humberto
A organização do Brasileirão está entre os principais objetivos da liga
A organização do Brasileirão está entre os principais objetivos da liga / Pedro Vilela/GettyImages
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Em uma reunião na última terça-feira (03), seis clubes da Série A - Bragantino, Corinthians, Flamengo, Palmeiras, Santos e São Paulo -, além de Cruzeiro e Ponte Preta, assinaram um documento que prevê a criação de uma liga para organizar o Campeonato Brasileiro. Na próxima semana, haverá um novo encontro, desta vez envolvendo os 40 clubes das duas principais divisões do futebol nacional.

Estiveram na primeira reunião representantes de 18 clubes da Série A, com exceção de Cuiabá e Juventude. Cartolas de Cruzeiro, Guarani, Ponte Preta, Sport e Vasco da Gama, atualmente disputando a Série B, também marcaram presença. Ao longo do encontro, diferentes perspectivas foram colocadas em foco. Mais informações você confere neste artigo.

Andrés Rueda, presidente do Santos, por exemplo, adotou um tom otimista: "Os 40 clubes são a favor da criação da liga. Agora é só acertar as arestas e dia 12, com certeza, será uma grande festa na CBF".

Mário Celso Petraglia, presidente do Athletico-PR, foi na direção oposta e teceu algumas críticas ao quinteto de fundadores. "Para os nossos 14 clubes, não consideramos (que a liga está criada). Fomos surpreendidos com a pauta de reunião. A intenção seria uma conversa entre os clubes para ajustar. Aí vieram com os estatutos prontos e que os seis assinariam, e quem quisesse assinar também que ficasse à vontade. Eu nem estudei o estatuto", disparou o mandatário.

"O Athletico vai ouvir o seu Conselho e, se estiver de acordo com os nossos princípios, assinaremos. Desde que fique claro que a fundação será dos 20. E não iremos a reboque dos seis. O que nós queremos é dividir melhor, mais justo, e não o Flamengo ter 70 vezes o valor do Athletico-PR em pay-per-view. 70 vezes na mesma competição."

Mário Celso Petraglia

"Que joguem sozinhos. Que jogue Flamengo contra Corinthians, Corinthians contra Flamengo. Agora eles precisam dos outros 18 para fazer um produto que é o Campeonato Brasileiro. E querem ficar, como sempre, com tudo."

Mais de Mário Celso Petraglia

Sérgio Coelho, mandatário do Atlético-MG, revelou ao ge que prefere aguardar o próximo encontro para que existam discussões acerca das questões financeiras. Além disso, ele falou sobre o papel do Galo na união das partes: "O Atlético não quer só assinar, mas quer ser um instrumento junto aos demais clubes para que a gente vá em bloco. Esse é o objetivo".

"União não sei dizer se tem 100%. O que estou achando é que, para criar a Liga, é preciso unir. Esse é o papel que estamos tentando fazer junto aos clubes que assinaram e os que assinaram, para que todos assinem. Não é fácil. É preciso calma e sabedoria para negociar de forma que atenda a todos."

Sérgio Coelho

Ausente da reunião de terça por motivos pessoais, Romildo Bolzan, presidente do Grêmio, comentou que a discussão já está acontecendo no Conselho de Administração do Imortal. "O Grêmio conhece a documentação e os termos da proposta. Participamos de todos os debates. Nossa posição é de que somos a favor de uma liga negocial, que represente os interesses do clube".

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