Conmebol muda fórmula da Sul-Americana para aumentar seu valor comercial e evitar novos prejuízos

Fabio Utz
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A partir de 2021, a Copa Sul-Americana terá um formato de disputa diferente. Assim como a Libertadores, ela passará a conta com uma fase de grupos. A intenção da Conmebol é aumentar o valor comercial do torneio, muito embora a entidade diga, oficialmente, que a ideia é dar mais competitividade à disputa, e que o acréscimo de receitas seria apenas uma consequência.

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Como destaca o blog do Rodrigo Mattos, a fórmula adotada colocará em campo seis times brasileiros e outros seis argentinos, eles que naturalmente geram um maior interesse por parte de emissoras de televisão. Cada um jogará um mínimo de seis partidas - isso sem considerar uma provável classificação às etapas de mata-mata -, o que garante uma atratividade a quem, por ventura, adquirir os direitos de transmissão do torneio.

Del Valle, do Equador, é o atual campeão do torneio
Del Valle, do Equador, é o atual campeão do torneio / Chris Brunskill/Fantasista/Getty Images

No Brasil, por exemplo, a DAZN deixou de transmitir a Sul-Americana na atual temporada mesmo ainda tendo contrato com a Conmebol. Com isso, a entidade passou a apostar na chamada Conmebol TV, através de pacotes pagos. No restante do continente, os direitos são vinculados à Directv. Embora a existência de todos esses contratos, a competição de 2019 foi deficitária. Conforme balanço oficial, ela propiciou receita de US$ 46,5 milhões e despesas de US$ 59,8 milhões. Com a nova fórmula, o desafio é, no mínimo, evitar prejuízos.

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