Com pandemia e tudo: Flamengo espera fechar o ano com renda superior a R$ 650 milhões

Antonio Mota
Flamengo espera fechar o ano com mais de R$ 600 milhões em receitas.
Flamengo espera fechar o ano com mais de R$ 600 milhões em receitas. / Buda Mendes/Getty Images
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O Flamengo, assim como os demais times do Brasil e do mundo, sentiu drasticamente o impacto financeiro da pandemia do novo coronavírus. Porém, mesmo diante de um cenário tão adverso, o clube carioca conseguiu trabalhar bem o seu orçamento e espera fechar o ano de 2020 com uma renda acima dos R$ 650 milhões – valor trabalhado pela equipe após todas as mudanças e que deve ser avaliado neste mês de outubro.  

De acordo com informações do UOL Esporte, o Rubro-Negro interpreta que já foi possível “organizar a casa” para passar por este ano atípico sem maiores complicações.  

Com venda de Reinier e outras movimentações, o Flamengo esperava fechar o ano com aumento em todas as receitas.
Com venda de Reinier e outras movimentações, o Flamengo esperava fechar o ano com aumento em todas as receitas. / Wagner Meier/Getty Images

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Antes da crise do novo coronavírus, o Flamengo estava bastante entusiasmo com a temporada, estimando que poderia ter um dos melhores anos financeiros de sua história – a venda de Reinier ao Real Madrid por 30 milhões de euros foi um termômetro para esta projeção. Inclusive, uma estimativa tida como conservadora na equipe era de fechar o ano com renda superior aos R$ 726 milhões.

Contudo, com a pandemia da Covid-19, que gerou vários cortes financeiros: a Globo suspendeu o pagamento das cotas do Campeonato Brasileiro, os portões dos estádios fecharam e a verba da bilheteria acabou, o sócio-torcedor perdeu força e até o valor da premiação do estadual foi reajustado. Com isso, o Rubro-Negro precisou se readequar e procurar outras soluções para seus cofres.

Flamengo joga hoje contra o Sport.
Flamengo joga hoje contra o Sport. / Buda Mendes/Getty Images

Sem o fluxo normal, o Mais Querido pediu empréstimos, utilizou dinheiro do caixa de transferências e antecipou valores junto à Conmebol e à CBF. Além disso, o clube também diminuiu o número de funcionários (demitiu pessoas), reajustou em 25% os salários do elenco e renegociou dívidas. Com essas medidas, a agremiação manteve a casa em ordem, fechando o primeiro semestre com R$ 320 milhões de receitas – a venda de Reinier foi determinante para tal quantia, mas o acerto acima de R$ 30 milhões com a BRB também ‘colaborou’.   

Cabe destacar que o Flamengo previu receber R$ 80 milhões em negociações neste ano. Ou seja, a meta foi ultrapassada com folgas apenas com a venda da Cria do Ninho para o Real Madrid.

Portões fechados pesam nos bolsos do Flamengo.
Portões fechados pesam nos bolsos do Flamengo. / Chris Brunskill/Fantasista/Getty Images

Embora tenha conseguido compensar parte do que foi perdido, o Flamengo sabe que muito dinheiro ficou pelo caminho e que muito mais pode ‘não chegar’ aos cofres do clube: apenas na soma de receitas com televisão e bilheteria o time calcula um rombo de até R$ 200 milhões no ano. Vale notar que parte das receitas deste ano vão ser adquiridas apenas em 2021, como algumas quantias por premiações.

Neste ano, o clube ainda espera receber alguma quantia de bilheteria, mas, mesmo assim, vai ficar longe do previsto anteriormente: R$ 200 milhões – incluindo ingressos e sócio-torcedor. O time também vai ter que esperar para saber quanto vai receber por avanços em competições, uma vez que ainda não sabe até onde vai na Conmebol Libertadores e na Copa do Brasil, por exemplo.

Miguel Schincariol/Getty Images

No todo, o Rubro-Negro acredita que conseguiu contornar bem a situação e que vai terminar o ano com algum pequeno superávit ou déficit, considerando tudo o que ainda pode receber – o time ainda tem R$ 139 milhões para embolsar em negociações – e que, até o meio do ano, a dívida da equipe era de R$ 646 milhões.   

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