Colegas do 90min Itália avaliam Lucas Paquetá no Milan: "Clube contratou o jogador, mas nunca apostou nele"

Antonio Mota
Ex-Flamengo, Paquetá não decolou no Milan e agora tenta recomeçar no Lyon.
Ex-Flamengo, Paquetá não decolou no Milan e agora tenta recomeçar no Lyon. / Emilio Andreoli/Getty Images
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Grande promessa do Flamengo, Lucas Paquetá foi contratado pelo Milan, em outubro de 2018, por 35 milhões de euros (R$ 150 milhões, na cotação da época). Cobiçado, o meio-campista chegou à Itália no início o ano seguinte sob ótimas expectativas e muito holofotes, no entanto, a realidade foi diferente e pouco tempo depois o brasileiro se “escondeu” no banco de reservas do San Siro.  

Agora, contratado pelo Lyon, o meia vai tentar mudar o começo aquém do esperado que teve na Europa e dar um novo salto em sua curta carreira. Porém, diante de todo o contexto da negociação – 20 milhões de euros, mudança de ares mais rápida do que o imaginado etc. –, procuramos entender os motivos que podem ter influenciado para o insucesso do carioca em sua passagem pelo futebol italiano.

Em alta, Paquetá vestiu até a camisa 10 da Seleção Brasileira.
Em alta, Paquetá vestiu até a camisa 10 da Seleção Brasileira. / Francois Nel/Getty Images

Para tal, conversamos com Alessandro Eremiti, editor-chefe do 90min Itália, que acompanhou de perto o brasileiro no Velho Continente. Segundo o jornalista, que lembrou que Paquetá chegou à Milão como um grande desejo de Leonardo, ex-diretor esportivo do Milan, o valor investido na contratação do meio-campista acabou colocando muita responsabilidade nos ombros do garoto.  

“O começo não foi nada fácil. Havia muita confusão na gestão do clube, sobretudo porque pagaram 35 milhões de euros mais 10 milhões possíveis em bônus. Se chega à Milão e eles pagam tanto, há muita pressão e todos esperam que você possa resolver os problemas de imediato, mas não pode ser assim. Ele veio de uma liga (Campeonato Brasileiro) totalmente diferente da Séria A e precisava de tempo e apoio”, destacou Eremiti.

Além disso, Alessandro também falou sobre o papel de Stefano Pioli nessa caminha de Paquetá. “Com o Pioli, ele nunca atingiu o nível que esperavam dele na Itália e acho que foi assim: sentiu falta de confiança e também sofreu com um erro tático”, comentou, acrescentando: “Acho que ele prefere jogar atrás de um ou dois atacantes e muitas vezes jogou na ala direita”.

Por fim, o editor-chega do 90min Itália falou sobre o cuidado que é preciso ter com atletas mais jovens, destacando que é necessário dar suporte a eles e frisou: “Podemos dizer que o Milan o contratou, mas nunca apostou nele. Acho que na França, principalmente com o Juninho, que é uma lenda no Lyon, terá a oportunidade de provar seu valor", encerrou.

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