De um lado, os entusiastas de um retorno antecipado não cogitado em nenhum outro Estado do país. Do outro, duas vozes dissidentes que consideram absurda a retomada em meio ao ápice da pandemia. Voto vencido ao lado do Botafogo, o Fluminense firmou sua posição taxativa contra a volta das atividades, postura institucional que conta com aval e concordância do plantel tricolor.
Movimento criado de forma independente pelos jogadores do @FluminenseFC pic.twitter.com/ruejEil3td
— Hudson Rodrigues (de ?) (@Hudindick) June 18, 2020
Em entrevista concedida ao Globoesporte, o volante Yuri Lima, atleta do Fluminense desde a temporada passada, reforçou que o manifesto publicado pelo elenco foi idealizado pelos próprios jogadores, preocupados com o cenário vivido pelo Estado do Rio de Janeiro em meio à pandemia de coronavírus: é o segundo Estado do país com mais óbitos oficiais, além de já estar beirando os 100 mil casos confirmados.
"Acho que foi questão de bom senso [manifesto do elenco]. A gente conversava bastante e via a luta do presidente. Achávamos o mais correto a se fazer e decidimos nos posicionar com tudo que vinha acontecendo. Na minha opinião, o campeonato não estava preparado para esse retorno. Talvez os clubes grandes pudessem ter uma estrutura para proteger seus atletas, funcionários até familiares, como foi feito no Fluminense. Mas e os clubes menores? Quem os ajudaria?", afirmou.

Com apenas um caso positivo em seu elenco profissional, o Fluminense retomou atividades sob protesto e ainda batalha pelo direito de entrar em campo somente em julho, situação que, aparentemente, só será resolvida no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Para Yuri, a antecipação da volta do Carioca põe em risco não só atletas e funcionários: "É complicado você ir para um jogo e acabar contraindo o vírus, levando para sua casa, para sua família. Não achávamos certo, sendo que a pandemia não está controlada aqui no Rio", concluiu.
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