Por que a investida por Kaio Jorge piorou a relação entre Flamengo e Cruzeiro?
- De Fabricio Bruno a Kaio Jorge: histórico de negociações entre Flamengo e Cruzeiro conta com atritos
- Raposa encerra tratativa pelo atacante e cogita ir à Fifa
Por Antonio Mota

A negociação entre o Flamengo e o Cruzeiro por Kaio Jorge não terminou de forma amistosa. Após investidas do Rubro-Negro, a Raposa encerrou conversas e colocou um ponto final na tratativa: o atacante vai continuar em Belo Horizonte nesta temporada. A tratativa, no entanto, deixou marcas na relação entre os clubes, essa já marcada por atritos entre Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e Pedro Lourenço, o Pedrinho.
Bap, presidente do Flamengo, e Pedrinho, dono da SAF do Cruzeiro, já estiveram no centro de outras negociações entre os clubes. Algumas não avançaram tão bem, inclusive essa envolvendo o futuro de Kaio Jorge.
Fim das conversas por Kaio Jorge
Segundo informações do ge.globo, Bap e Pedrinho foram os responsáveis diretos pela negociação envolvendo Kaio Jorge. Os diretores de futebol dos clubes não interferiram nas conversas. Após investidas sem sucesso, o Flamengo esperava uma reunião do Cruzeiro com o atacante para, então, avançar com uma nova oferta. A ideia era passar dos 30 milhões de euros (R$ 189,9 milhões). Porém, a Raposa não caminhou nessa direção e encerrou qualquer tratativa.
O desfecho, além da própria negociação, gerou desgaste entre os clubes. Além disso, o time de BH não gostou de ver o Flamengo tentando convencer o jogador a mudar de ares. Até Filipe Luís, técnico do Fla, entrou na negociação. O treinador chegou a conversar com o atacante a fim de tentar convencê-lo a uma transferência para o Rio de Janeiro.
Do outro lado, o Rubro-Negro Carioca entende que só avançou nas conversas, ou seja, se preparou para uma nova investida, porque recebeu um sinal positivo do atacante. Agora, porém, o acordo não vai avançar. Inclusive, o Cruzeiro cogita acionar o rival na Fifa por assédio.
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Outras negociações
Os imbróglios da negociação por Kaio Jorge criaram novas barreiras na relação entre o Flamengo e o Cruzeiro. Outras operações também geraram desgaste entre os times. A do zagueiro Fabrício Bruno, por exemplo, contou com entraves pela forma de pagamento. A Raposa gostaria de realizar o pagamento parcelado, mas o Fla exigiu o pagamento à vista ou garantias bancárias. A gestão de Pedrinho não gostou dessas exigências.
Já na negociação que poderia envolver Luiz Araújo e Matheus Pereira, o problema ficou por conta do conflito de versões. O Flamengo publicou nota alegando o recebimento de uma proposta do Cruzeiro pelo atacante, mas a tratativa não avançou. A Raposa justificou que o negócio surgiu por meio de um intermediário. A negociação, no fim das contas, não andou.
Outras operações entre os clubes também não caminharam sem problemas. Em julho do ano passado, Bap e Pedrinho chegaram a um acordo pela transferência de Matheus Gonçalves, hoje no Al-Ahli (Arábia Saudita), mas o negócio melou após o Flamengo desistir da ida do atacante para o Cruzeiro.
A ida de Matheus Cunha, que assinou pré-contrato com a Raposa no meio da temporada passada, também gerou insatisfação no time mineiro. Na ocasião, o Cruzeiro escutou que existia a possibilidade de o goleiro ser liberado de forma imediata, mas isso não aconteceu. O Flamengo não conseguiu um substituto para Rossi e, então, segurou o goleiro até o término do ano.
Diante de todos esses episódios, o dono da SAF do Cruzeiro se mostrou insatisfeito e disposto a não facilitar para o Flamengo em futuras negociações. O caminhar das conversas por Kaio Jorge também pesou nesse sentido.
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