A importância do título da Supercopa Feminina para Palmeiras e Corinthians
- Palestrinas se classificaram após conquistarem a Copa do Brasil
- Brabas são atuais campeãs do Brasileirão e da Libertadores
Por Bia Palumbo

Quem leva a Supercopa Feminina? Palmeiras e Corinthians disputam o primeiro título do futebol feminino no Brasil em 2026 neste sábado (7), às 16h (de Brasília) na Arena Crefisa Barueri, em Barueri (SP), região metropolitana de São Paulo. Trata-se de um jogo único no qual o mando de campo foi definido por sorteio realizado em janeiro pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
Campeãs das Copa do Brasil, as Palestrinas se classificaram ao vencerem a Ferroviária por 4 a 2 na decisão disputada em novembro de 2025. Dois meses antes, a equipe treinada por Lucas Piccinato venceu o Brasileirão Feminino derrotando o Cruzeiro por 1 a 0 no último jogo e assim elas chegaram a sete conquistas, sendo seis consecutivas.
Retrospecto entre Palmeiras e Corinthians no feminino
O histórico geral do derby feminino inclui 30 jogos oficiais, segundo dados do site Meu Timão. As Brabas possuem ampla vantagem: 17 vitórias, contra sete do rival, além de seis empates.
Corinthians chega como "time a ser batido"
As Brabas construíram uma verdadeira hegemonia no cenário nacional e continental, colecionando medalhas de ouro pelo mundo afora - são as maiores ganhadoras da Libertadores Feminina (6 vezes), do Campeonato Brasileiro e da própria Supercopa - venceram três das quatro edições, com 100% de participação em finais.
Na semana passada elas novamente surpreenderam ao disputar a decisão da primeira Copa das Campeãs da FIFA, com direito a vitória sobre o Gotham FC (Estados Unidos) na semifinal, mas acabaram superadas pelo Arsenal na prorrogação. Sendo assim, nada melhor do que um novo troféu poucos dias depois para emendar uma nova sequência vitoriosa.
Medalha de prata em Paris 2024 com a Seleção Brasileira, a meio-campista Ana Vitória é uma das novidades em relação a 2025. Ela foi repatriada após passagens por clubes europeus como Benfica (Portugal) e Atlético de Madrid (Espanha) e forma ao lado de Duda Sampaio uma dupla que pode ditar o ritmo deste time.
Também chegaram nomes como a zagueira Agustina Barroso, a volante Paola Garcia, a meia-atacante Belén Aquino e a atacante Rhaizza.
Chance de revanche no derby
Um dos fatores que anima a torcida palmeirense remete ao confronto mais recente, portanto há um certo sentimento de vingança no lado alvinegro. Em dezembro, os arquirrivais se enfrentaram para decidir o título do Paulistão e o Palestra subiu ao topo do pódio com 5 a 2 no placar agregado, a segunda taça sob comando de Rosana Augusto.
Brena (2) foi a grande artilheira do jogo de ida. Amanda Gutierres, Raissa Bahia e Isadora Amaral ampliaram em Barueri. Neste dia o ataque adversário deixou a desejar e a vantagem só não foi maior devido a um gol contra de Pati Maldaner. Na volta, em duelo que ocorreu no Estádio do Canindé, as Brabas fizeram 1 a 0 com Gabi Zanotti, mas a reação parou por aí.
Como trata-se de um clássico, por questões de segurança apenas os mandantes possuem acesso às arquibancadas. Portanto, fazer festa sob olhares da torcida palmeirense certamente teria um gostinho especial.
Retomar o protagonismo na Supercopa é outro objetivo das Minas da Fiel, fazendo com que elas ampliem ainda mais a vantagem no rol de campeões do torneio e ainda evitam o arquirrival de entrar nesta lista.
Palmeiras luta pelo título inédito
A diretoria capitaneada por Leila Pereira busca a consolidação de um projeto. Um dos exemplos desta demonstração de forças é a contratação de Bia Zaneratto. A proposta convenceu a atacante a deixar o Kansas City Current, que em 2025 conquistou o NWSL Shield pela melhor campanha na fase de classificação da liga estadunidense, uma das mais valorizadas do planeta. A camisa 10 retorna após uma passagem com 55 gols em 83 partidas e dois títulos (Libertadores e Paulista, sendo artilheira em ambas as competições).
Além da Imperatriz, outros reforços que chegaram são a zagueira Maria Clara, a lateral-esquerda Ana Guimarães, as meio-campistas Duda Basílio, Duda Santos e Lorena Benitez e as atacantes Layssa Santos e Glaucia.
Se 2025 foi o ano da primeira Copa do Brasil, 2026 pode ser o da Supercopa, com a chance de atingir o feito de duas conquistas até então inéditas de forma consecutiva.
Uma nova potência no futebol feminino
Além disso, a segunda final consecutiva em um derby coroa a fama de "carrasco" do clube que virou referência na modalidade. Enfileirar resultados positivos atrai mais visibilidade, que pode ser explorada para novos contratos de patrocínio e reconhecimento do Verdão como marca.
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