Copa Libertadores

Surreal! Galo garante classificação às oitavas da Libertadores em noite triste para o futebol

Fabio Utz
Gás lacrimogêneo impedia atletas de jogarem normalmente
Gás lacrimogêneo impedia atletas de jogarem normalmente / Pool/Getty Images
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A Colômbia vive uma crise sem precedentes, e é praticamente impossível entender como o jogo entre América de Cali e Atlético-MG, pela Libertadores, foi autorizado. Mesmo com a escolha de Barranquilla como sede, o cenário foi o mais brutal possível. Protestos, bombas...tudo do lado de fora do estádio Romelio Martínez, mas com interferência direta no andamento da partida. Ou seja, a vitória dos brasileiros por 3 a 1 e a consequente vaga às oitavas de final ficaram totalmente em segundo plano.

Logo em seu primeiro tempo, que teve inacreditáveis 61 minutos, o duelo parou diversas vezes por conta da incapacidade dos atletas em lidarem com o gás lacrimogêneo Algo, simplesmente desumano. Os próprios protagonistas do embate não entendiam como era possível eles estarem campo diante de tamanha barbárie. Enquanto isso, mais explosões, mais conflitos.

De alguma forma, se tentava levar adiante um jogo válido pela principal competição do continente. Mas não tinha como. O gol de Hulk - que abriu o placar, seguido pelo empate de Moreno, deram lugar a uma cena patética. Os jogadores, simplesmente, utilizaram os últimos momentos para tocar a bola e esperar o tempo passar. Correr? Não tinha como. Eram, aí, os personagens do esporte fazendo o seu protesto e não querendo jogar mais.

"Não tinha condições. Ardia tudo. Uma das piores sensações que já passei em um campo de futebol. Não quero nunca mais passar por isso."

Guga, lateral do Atlético-MG

Porém, mais uma vez, alguém "superior" colocou os interesses comerciais acima do lado humano sem olhar para as mazelas que assolam a sociedade - e o esporte, convenhamos, não pode ficar alheio a isso. Era nítido que não havia a menor condição de se fazer futebol em uma noite, simplesmente, triste. Quando se pensava que as autoridades competentes suspenderiam a partida, o árbitro Andrés Cunha retornou para o gramado sorrindo e autorizou o início do segundo tempo. Com a bola rolando quase que de forma melancólica, Guilherme Arana e Vargas (este um golaço, já nos acréscimos) fizeram mais dois para os mineiros. Mas, convenhamos: ficou difícil comemorar os dez pontos e a primeira colocação do Grupo H com todo mundo, volta e meia, tendo que levar a mão aos olhos, mais uma vez, pelo efeito do gás. Sobra alguma lição?

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