Opinião

Pressionado no Corinthians, Sylvinho está pagando o preço pela própria incompetência

Lucas Humberto
Baixa média de gols, involução tática e péssima campanha como mandante marcam o Corinthians de Sylvinho no Brasileirão
Baixa média de gols, involução tática e péssima campanha como mandante marcam o Corinthians de Sylvinho no Brasileirão / Alexandre Schneider/Getty Images
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Um passo à frente, outros três para trás. Assim caminha o Corinthians de Sylvinho no Campeonato Brasileiro. A chegada do quarteto de reforços trouxe também uma enorme pressão no colo do inexperiente treinador. Até então, ele estava lidando com as tensões cotidianas de um time que não tinha pretensões no cenário nacional, além de se manter no meio da tabela.

Agora, com a notória mudança de status no Parque São Jorge, a área técnica parece desconexa das obrigações atuais. Três empates consecutivos contra adversários da segunda metade da tabela já não poderiam estar de acordo com as responsabilidades de um clube que tem Róger Guedes, Willian, Giuliano e Renato Augusto. Tudo se torna ainda mais incongruente ao observar a mais plena involução da equipe.

Talvez se os tropeços do Timão mostrassem progresso, parte da Fiel não estaria tão descontente, afinal, sabe-se que quatro novas peças demandam tempo até estarem completamente encaixadas. No entanto, 21 rodadas do Brasileirão depois e o Alvinegro segue munido de um estilo de jogo onde os volantes tocam constantemente para trás, laterais auxiliam pouco no ataque e pontas servem apenas de apoio nos metros finais. A evolução tática não acontece.

Como se a vida na Neo Química Arena não estivesse complicada o suficiente, um levantamento do portal Meu Timão mostrou que a situação é ainda mais grave. Segundo o veículo, o Corinthians de Sylvinho tem a terceira pior média de gols do clube no Brasileiro neste século. Em 21 partidas, o time encontrou o caminho das redes apenas 20 vezes, totalizando média de 0,95.

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Timão não mostra melhora dentro das quatro linhas / Alexandre Schneider/Getty Images

Pedir a guilhotina imediatamente talvez seja demais. Entretanto, o técnico, que já desembarcou na capital paulista sob desconfiança, deve redobrar a cautela, sobretudo devido ao próximo adversário - Vagner Mancini conhece bem o peso de um derby. A Fiel certamente não terá paciência com mais pontos perdidos pela mais pura incompetência.

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