Opinião

Possível chegada de Marta ao Corinthians impulsiona marca do futebol sul-americano ao mundo

Lucas Humberto
Camisa 10 é uma das estrelas do Orlando Pride, que disputa a National Women's Soccer League, equivalente à primeira divisão nos EUA
Camisa 10 é uma das estrelas do Orlando Pride, que disputa a National Women's Soccer League, equivalente à primeira divisão nos EUA / Mark Kolbe/GettyImages
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Nesta semana a Ferroviária anunciou a contratação de Fany Gauto, meio-campista paraguaia que foi um dos grandes destaques da última edição da Libertadores Feminina. Em paralelo, a torcida corintiana aguarda ansiosamente por futuras definições envolvendo Marta. Sim, a Rainha seis vezes melhor do mundo.

A chegada de Gauto e o rumor envolvendo a lendária camisa 10 mostra que o futebol feminino brasileiro chegou num patamar de referência. Talvez não frente ao Chelsea de Emma Hayes ou ao Barcelona da premiada Alexia Putellas, mas um parâmetro sul-americano capaz de atrair nomes de altíssimo nível. E esse patamar diz muito.

Tecnicamente falando, alguns torcedores não estão errados em questionar o encaixe da Rainha no time de Arthur Elias, afinal, o hegemônico plantel alvinegro já demonstrou pleno equilíbrio ao conquistar o continente. Mais de uma vez, diga-se de passagem. De fato, hoje, Marta passa longe de ser a mesma de cinco ou seis anos atrás.

Acontece que, quando falamos no estelar nome da Rainha do Futebol, não mencionamos apenas qualidade dentro das quatro linhas. Estamos falando de marca, de marketing, de mostrar ao mundo o significado do que é o Corinthians. E possibilidades assim atravessam o caminho dos clubes pouquíssimas vezes na história.

A prova está no próprio time masculino. Antes da chegada do popular quadrado mágico, composto por Willian, Róger Guedes, Giuliano e Renato Augusto, a contratação mais expressiva tinha sido de Ronaldo Fenômeno, lá nos idos de 2009. Claro, Luan chegou sob grandes expectativas, mas nada semelhante ao camisa 9.

Marta Orlando Pride Brasil Corinthians
Marta está no exterior desde 2011 e atualmente joga nos EUA / Ira L. Black - Corbis/GettyImages

Além disso, os questionamentos sobre o encaixe de Marta no elenco se justificam até certo ponto. A Fiel precisa se lembrar de quem está na área técnica. Arthur Elias não escreveu seu nome na história da modalidade por acaso. Ele fez com a maestria de quem sabe exatamente o que está fazendo. E a majestosa Marta também sabe.

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