Libertadores Feminina

Os 5 times com mais semifinais de Libertadores Feminina na história do torneio

Bia Palumbo
Corinthians chegou em quatro das últimas cinco semifinais
Corinthians chegou em quatro das últimas cinco semifinais / Pool/GettyImages
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Dois brasileiros estão entre os quatro melhores da Libertadores Feminina de 2021. Nesta segunda-feira (15), a Ferroviária perdeu para o Independiente Santa Fe nos pênaltis, e agora as colombianas aguardam quem avançar do confronto entre Corinthians e Nacional (Uruguai), que se enfrentam nesta terça-feira (16) no Estádio Manuel Ferreira, em Assunção, capital paraguaia. O país traz boas lembranças às Minas da Fiel - em 2017 elas levantaram a taça (na época em que havia uma parceria com o Audax).

Para seguir no clima, vamos fazer mais uma viagem no tempo e lembrar outros momentos de glória da competição interclubes mais importante do continente. No total são 27 participantes ao longo da história que bateram na trave ou que subiram ao lugar mais alto do pódio.

1. Colo-Colo

A equipe conhecida como Las Albas é a mais tradicional do torneio - a única que disputou oito edições. Neste ano quem representou o país foi Universidad de Chile e Santiago Morning, porém a nova geração das meninas já se destaca na seleção chilena e as colocolinas têm tudo para voltar à próxima edição. O auge foi em 2012, quando voltou do Brasil com a taça na bagagem ao vencer o Foz Cataratas nos pênaltis por 4 a 2. Esta foi a segunda final consecutiva - em 2011 tinha perdido por 1 a 0 para o São José-SP. Elas também ficaram em 3º lugar em 2013 e 4º lugar em 2018.

2. São José-SP

Tricampeão continental, a equipe do Vale do Paraíba teve seu auge entre 2011 e 2015 e ganhou todas as finais que disputou, em 2011, 2013 e 2014, e nas outras oportunidades em que chegou entre as quatro melhores perdeu para equipes brasileiras - Foz Cataratas em 2012 e Ferroviária em 2015. As Meninas da Águia terminaram a edição mais recente do Campeonato Brasileiro em 12º lugar. Houve inclusive uma troca de técnico nesta temporada - Guilherme Giudice chegou no início de outubro.

3. Corinthians

Tamires Dias De Britto
Quatro vitórias seguidas: Minas da Fiel estão invictas na Libertadores 2021 / Pool/GettyImages

A primeira conquista das Minas da Fiel foi em 2017, quando o clube do Parque São Jorge tinha uma parceria com o Audax, e depois elas levaram a melhor na única final brasileira até agora, em 2019, quando superou a Ferroviária por 2 a 0. No ano seguinte o clube viu o sonho do bicampeonato terminar ao perder nos pênaltis para o América de Cali, que na sequência perdeu o título para a Ferroviária. Neste ano há mais uma chance de avançar para a decisão e o adversário é o Nacional-URU.

4. Ferroviária

FBL-LIBERTADORES-FERROVIARIA-SANTAFE
Equipe de Araraquara perdeu nos pênaltis para o Independiente Santa Fe / NORBERTO DUARTE/GettyImages

As Guerreiras Grenás começaram a Libertadores de 2021 com duas vitórias sobre Sol de América e Cuenca, depois empataram sem gols com o Santa Fe e eliminaram o Cerro Porteño nas quartas de final. O reencontro com as colombianas terminou 1 a 1 no tempo normal, mas na disputa por penalidades elas avançaram ao fazer 4 a 2. Bicampeã do torneio em 2015 e 2020, elas buscavam a quarta final - em 2019 foram vice-campeãs.

5. Santos

Geração que teve a Rainha Marta em campo faturou o primeiro título do torneio, com direito a 9 a 0 sobre a Universidad Autónoma (Paraguai) em 2009. Logo depois, Cristiane, Grazi e cia deram o bicampeonato ao Peixe ao fazer 1 a 0 no Everton (Chile). Em 2011 elas ficaram em 3º lugar e a campanha de sucesso mais recente foi em 2018, quando as Sereias da Vila perderam na final para o Atlético Huila (Colômbia) nos pênaltis após 1 a 1 no tempo normal.

Além dos já citados, outros quatro brasileiros disputaram semifinais da Libertadores Feminina - Audax (2017)*, Foz Cataratas (2012, quando chegou à final, e 2016), Vitória das Tabocas (4º em 2012) e Iranduba (3º em 2018).

Para completar, há mais clubes que chegaram entre os quatro melhores, sendo os argentinos
UAI Urquiza, Boca Juniors e River Plate, o boliviano Mundo Futuro, os colombianos América de Cali, Atlético Huila, Formas Íntimas e Independiente Santa Fe, os chilenos Universidad de Chile e Everton, o equatoriano Deportivo Quito, os paraguaios Universidad Autónoma, Cerro Porteño, Sportivo Limpeño, os uruguaios Colón e Nacional, e os venezuelanos Caracas, Estudiantes de Guárico.

*Naquele ano estava em vigor a parceria Audax/Corinthians.

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