Opinião

O que representa o Campeonato Carioca para o Vasco da Gama e como o clube deve encarar a disputa

Lucas Humberto
Com nomes menos badalados que em 2021, Vasco deverá utilizar o Carioca para promover os ajustes necessários
Com nomes menos badalados que em 2021, Vasco deverá utilizar o Carioca para promover os ajustes necessários / Thiago Mendes/W9 PRESS/GAZETAPRESS
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Após tentativa frustrada de acesso no ano anterior e em meio ao processo de elaboração do modelo da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), o Vasco da Gama finaliza os preparativos da pré-temporada com foco no primeiro compromisso oficial de 2022: o Campeonato Carioca. Agora sem a presença de nomes tão badalados assim, o Cruzmaltino terá de encarar os torneios da campanha com uma equipe muito mais nos moldes da segundona do que em 2021.

A questão do elenco, aliás, é uma via de mão dupla. Se de um lado significa menos nomes capazes de desequilibrar, do outro representa uma menor pressão a Zé Ricardo e sua comissão técnica. De qualquer forma, diante da tradição do clube de São Januário, as expectativas jamais serão baixas. O que, claro, não pode ser traduzido como confiança na possibilidade de títulos no estadual. Apesar da imprevisibilidade dos variados clássicos do Carioca, o Cruzmaltino corre muito por fora.

Espera-se, no entanto, indícios de dias melhores. Zé Ricardo, 50 anos, acumula experiências suficientes para fazer o torcedor acreditar que desta vez as derrotas vexatórias não comprometerão o acesso. Getúlio, longe de ser a primeira opção para compor o setor ofensivo, tem muito a contribuir. Nenê, que praticamente encerrou a última temporada com uma emocionada declaração de amor ao clube, segue focado em levar o Vasco de volta à elite.

A chance de títulos no Carioca é remota - mesmo diante das habituais confusões no regulamento no estadual. No entanto, a calejada torcida não espera mais que uma queda honrosa e boas perspectivas no início de um ano tão importante quanto 2022. A concorrência na Série B seguirá brutal e certamente não haverá muitas oportunidades para se recompor ao longo da campanha. Se os ajustes não forem feitos agora, a elite ficará distante outra vez.

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