Opinião

O que faz Renato Gaúcho, logo de cara, abandonar política de poupar atletas utilizada nos tempos de Grêmio?

Fabio Utz
Treinador escalou força máxima na goleada por 5 a 0 sobre o Bahia
Treinador escalou força máxima na goleada por 5 a 0 sobre o Bahia / GUSTAVO GARELLO/Getty Images
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Se Renato Gaúcho seguisse a política de futebol adotada nos cinco anos de Grêmio, certamente o time do Flamengo que entrou em campo neste domingo, contra o Bahia, seria bem diferente. Afinal, logo ali na frente tem uma decisão de vaga às quartas de final da Libertadores, e o descanso é fundamental. Foi o treinador que mudou tão rápido assim de visão sobre como lidar com o calendário apertado ou tem algo mais por trás?

É fato: Renato não poupou ninguém no Campeonato Brasileiro, e a qualidade rubro-negra se sobressaiu na goleada por 5 a 0. Aí, muito mais que a opinião do comandante, entra a forma como os clubes enxergam o futebol. No Fla, bem ou mal, existe comando. Não cabe a quem tem a tarefa de orientar o time a decisão de quem deve ou não entrar em campo. Além disso, os exemplos de um passado recente extremamente vitorioso da equipe também forçam os treinadores a não "sentarem" na justificativa de que é preciso foco em uma ou outra competição.

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Com Jesus, Flamengo não poupava e ganhou praticamente tudo / Etsuo Hara/Getty Images

Renato não tem o perfil de mudar de opinião rapidamente. Em Porto Alegre, ele não se cansava de dizer que, enquanto ali estivesse, iria poupar, sim, de olho nas Copas. Agora, como justificar esse tipo de posição em um clube que, há pouco tempo, viu Jorge Jesus se utilizar sempre de força máxima e ganhar praticamente tudo? O técnico sabe que, no Rio de Janeiro, esse tipo de decisão drástica não é engolida por ninguém. E, ali, ele não manda em tudo. As tarefas são bem divididas (e é cada um na sua, sim), o profissionalismo impera e os objetivos traçados são bem mais ambiciosos.

Ou seja, os primeiros passos desta nova parceria fazem cair por terra, também, conceitos de que o ex-camisa 7 é alguém irredutível e que não pode ser contrariado. Basta alguém ter poder para isso, algo que no Grêmio não existia.

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