Opinião

Novidade, nostalgia e esperança: o aguardado retorno ao Castelão

Daniel Farias
Repaginada para a Copa do Mundo de 2014, Arena Castelão recebe jogos de Ceará e Fortaleza no Brasileirão
Repaginada para a Copa do Mundo de 2014, Arena Castelão recebe jogos de Ceará e Fortaleza no Brasileirão / FABRIZIO BENSCH/GettyImages
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Na última quarta-feira (21) pude enfim retornar à Arena Castelão, onde acompanhei a partida entre Ceará e Palmeiras (jogo atrasado da 19ª rodada do Brasileirão Série A). Aqui estão algumas impressões acerca da organização do evento no que diz respeito às normas sanitárias contra a pandemia de Covid-19, da sensação de retornar ao convívio com os torcedores na arquibancada e do desempenho das duas equipes dentro de campo.

A pandemia ainda não acabou. Essa parece ser uma realidade bem compreendida pela maioria dos cearenses. A impressão parte inicialmente do próprio Governo do estado, que liberou apenas torcedores com o esquema vacinal completo acessar os estádios de futebol. Nas arquibancadas, grande parte das pessoas respeitava o uso de máscara. E tem mais: torcedores com equipamento de proteção confeccionado em tecido não podem entrar - é necessário se apresentar com um dos modelos cirúrgicos.

É bem verdade que nem tudo é perfeito e que há sim pessoas que desrespeitam as normas, mas uma grande equipe de fiscalização estava no estádio e circulava constantemente pelas cadeiras, alertando pelo uso correto do equipamento de proteção. Parte do público colocava o acessório no queixo ou com o nariz descoberto, mas o problema era corrigido após a conferência dos fiscais. Há de se destacar ainda que o número de recipientes contendo álcool em gel ao alcance do olhar dos torcedores era aparentemente pequeno - pelo menos no setor superior do estádio.

Por outro lado, a logística de acesso ao Castelão foi positiva. Foi possível chegar ao local com menos de uma hora antes do início da partida e ter acesso às arquibancadas sem passar por filas tanto no processo de revista como no local de apresentação do ingresso/carteira de sócio-torcedor. Na arquibancada, um número relativamente razoável de pessoas aglomeradas, mas, de maneira geral, havia distanciamento entre os grupos de torcedores.

A sensação de retornar ao estádio é bastante curiosa: um misto de novidade, nostalgia e esperança. Primeiro por conta dos novos protocolos, depois vem a lembrança de experiências passadas que tanto marcam a memória dos amantes do futebol. Para completar, a expectativa de que em breve o "ir ao estádio" seja plenamente reestabelecido de forma segura para todos os tipos de público.

Dentro de campo, Ceará e Palmeiras fizeram um jogo movimentado, com boas chances para os dois lados. Após um primeiro tempo de certo domínio do alvinegro, o time paulista abriu o placar no último lance da etapa inicial, em gol de falta de Zé Rafael, e mudou o enredo da partida. Os donos da casa não conseguiram pressionar tanto no segundo tempo e a equipe de Abel Ferreira ampliou o marcador para 2 a 0 com Deyverson, que saiu do banco. Os cearenses ainda descontaram com o centroavante Cléber, que também começou entre os reservas, mas o clube não conseguiu reagir para evitar a sétima derrota em 26 rodada no Brasileirão 2021.

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