Copa Libertadores

Mudança de protocolo escancara menosprezo do Flamengo pelos seus torcedores

Lucas Humberto
Alteração no texto permite que torcedores não vacinados assistam ao jogo no Mané Garrincha
Alteração no texto permite que torcedores não vacinados assistam ao jogo no Mané Garrincha / Pool/Getty Images
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Após pressão da diretoria, o Flamengo conseguiu flexibilizar as regras para receber público na partida contra o Defensa y Justicia, que acontece na próxima quarta-feira (21), pelo jogo de volta das oitavas da Libertadores. Inicialmente, o Governo do Distrito Federal havia publicado um decreto exigindo vacinação completa (duas doses) e teste PCR negativo. Com as novas modificações no texto, que aconteceram nas últimas horas, torcedores não imunizados poderão ter acesso ao Mané Garrincha, bastando apresentar somente o teste negativo.

Segundo os protocolos sanitários, o estádio poderá contar com 25% da sua capacidade total, o que representa cerca de 15 mil pessoas. O documento ainda prevê separação entre vacinados e aqueles que estiverem portando apenas o exame negativo. A alteração não foi bem recebida por uma ala do governo, mas acabou passando.

A volta do público não é um assunto novo, sobretudo ao Rubro-Negro, que já havia tentado promover o retorno da Nação na final do Campeonato Carioca. Em meados de junho, Luiz Eduardo Baptista, vice-presidente de Relações Externas do Mais Querido, classificou a Covid-19 como um "processo natural" em entrevista.

Portanto, não é novidade alguma que justamente o Flamengo esteja na vanguarda deste movimento tão controverso. Acontece que o grande precedente da equipe de Renato Gaúcho não passa da mais plena combinação de absurdos do que não deve ser feito: a conturbada decisão da Copa América. A partida, disputada entre Brasil e Argentina, foi um austero retrato da expressão "todos os protocolos de saúde estão sendo seguidos": máscaras no queixo (no melhor dos cenários), aglomeração e falta de controle quanto à validade dos testes.

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Jogo entre Flamengo e Defensa terá o Mané Garrincha como palco / SERGIO LIMA/Getty Images

Se as discussões eram válidas com torcedores vacinados e resultado negativo, imagina tendo apenas uma das condicionais. O jogo sujo preza apenas pelo dinheiro e maior volume de pessoas presentes. Não se enganem: as práticas de saúde não são, nem de longe, prioridade dos dirigentes flamenguistas.

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