Mão na bola ou bola na mão? Entenda o que dizem as regras da CBF

Gabriel Gonçalves
2020 Brasileirao Series A: Corinthians v Internacional Play Behind Closed Doors Amidst the
2020 Brasileirao Series A: Corinthians v Internacional Play Behind Closed Doors Amidst the / Alexandre Schneider/Getty Images
facebooktwitterreddit

Na última quarta-feira, 4, o confronto entre América-MG e Corinthians foi marcado por um pênalti polêmico. Já próximo ao final da segunda etapa, a bola bateu na mão de Piton - ou Piton bateu a mão na bola - e o juiz Wagner Magalhães anotou a penalidade máxima para os mineiros. O lance gerou revolta na Fiel nas redes sociais.

Até o próprio presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, sinalizou que irá recorrer à CBF para protestar contra o lance, entendendo que a bola teria apenas tocado no braço de Piton, sem qualquer intenção, não configurando uma infração.

Mas será que é isso mesmo? O que dizem as regras da CBF?

No ataque, as regras da CBF - em congruência com as determinações da FIFA, dizem que qualquer toque no braço do atleta é configurado como suficiente para a marcação da infração e a paralisação da jogada. A única exceção é se o adversário chutar a bola muito próximo ao braço do jogador, daí não se coloca como falta.

Já na parte defensiva, a parte principal para se entender é que o jogador não pode aumentar a superfície de contato do corpo com os braços, como diz a regra:

"Tocar na bola com a mão/braço quando:
• a mão/braço estiver em posição antinatural e com isso ampliando o espaço
do corpo;
• a mão/braço estiver acima/além da altura do ombro ou de seu nível (a menos
que o jogador jogue a bola deliberadamente e então a bola toque em sua
mão/braço)."

Para além disso, a CBF ainda traz as seguintes exceções que NÃO configuram como atitude faltosa:

"Não será infração se a bola tocar na mão/braço:
• Diretamente da cabeça ou corpo (inclusive o pé) do próprio jogador;
• Diretamente da cabeça ou corpo (inclusive o pé) de outro jogador que esteja
próximo;
• Se a mão/braço estiver junto ao corpo sem ampliar o espaço em razão de uma
posição antinatural;
• Quando um jogador cair e a mão/braço estiver entre seu corpo e o ponto
de apoio do chão, mas não estendida para longe do corpo, lateral ou
verticalmente."

Nesse sentido, há uma orientação para a arbitragem que diz respeito à marcação da infração a partir de qualquer extensão corporal. E é justamente isso que mais tem causado reclamações nos jogos: como definir o que é aumento da área de contato normal e o que é intencional?

A própria UEFA tomou partida da decisão, enviando um ofício para a FIFA com um pedido de revisão das regras. O que acontecerá? Só o futuro para dizer!

facebooktwitterreddit