Luva de ouro da Copa, Martínez se emociona com enredo surreal no Catar: "Destino era sofrer"

Nathália Almeida
Dibu Martínez foi eleito o melhor goleiro da Copa
Dibu Martínez foi eleito o melhor goleiro da Copa / Clive Brunskill/GettyImages
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Irreverente, arrojado, sem papas na língua e decisivo. Depois de longos anos sofrendo com sua meta, a Argentina encontrou um goleiro à altura de sua tradição: Emiliano Martínez. Neste domingo (18), o arqueiro de 30 anos novamente brilhou pela Albiceleste na Copa do Mundo: apesar dos três gols sofridos em 120 minutos da final contra a França, fez uma defesa heróica no minuto derradeiro da prorrogação, evitando a remontada dos Bleus. E nas penalidades, defendeu a cobrança de Coman, deixando sua equipe em vantagem para selar a conquista do título no Catar.

Em entrevista concedida após o encerramento da partida, Dibu Martínez, eleito Luva de Ouro do torneio - melhor goleiro da edição -, se emocionou com o enredo apoteótico da grande final e dedicou o título à família, lembrando de tudo que teve que abrir mão para viver o sonho de ser atleta de alto rendimento em um mercado distante de seu país natal.

Emiliano Martinez, Enzo Fernandez, Kylian Mbappe, Lionel Messi
Martínez foi o melhor goleiro do Mundial / Soccrates Images/GettyImages

"Um jogo para sofrer, mais uma vez tínhamos tudo sob controle. Dois chutes de m** e eles empataram o jogo. Outra coisa que dissemos: que era o destino sofrer. Fizemos 3 a 2. Eles cobram outro pênalti. Quase nos marcaram dois gols na prorrogação. Graças a Deus coloquei esse pé [em finalização de Kolo Muani]. E aí eu fiz a minha coisa, o que eu sonhava. Não poderia ter havido uma Copa do Mundo que eu tenha sonhado como essa. Não tenho palavras. Venho de um lugar muito humilde, fui para a Inglaterra quando era jovem, muito jovem, e quero dedicar isso à minha família"

Dibu Martínez, em entrevista pós-jogo

Antes de brilhar na grande final, Dibu Martínez já havia sido decisivo nas quartas de final contra a Holanda, defendendo duas cobranças neerlandesas na disputa por pênaltis.

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