Cruzeiro

Grupo de empresários exige indenização recorde no futebol brasileiro em "caso Dedé"; Cruzeiro é notificado

Fabio Utz
Zagueiro deixou o clube mineiro em litígio
Zagueiro deixou o clube mineiro em litígio / DOUGLAS MAGNO/Getty Images
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E essa, agora? O Cruzeiro foi notificado de forma extrajudicial a pagar nada menos que R$ 330 milhões por conta da rescisão de contrato do zagueiro Dedé. O caso, naturalmente, tende a ir para os tribunais, uma vez que não será solucionado no prazo dado, que é de cinco dias.

O GE teve acesso à cobrança, feita pelo Grupo D.I.S, GT Sports e os empresários Marcos Vinícius Secundino e Giscard Salton, que participaram da aquisição dos direitos econômicos do atleta quando este chegou à Raposa, em 2013. Segundo os requisitantes, esta cobrança é a maior da história do futebol brasileiro.

A argumentação se dá com base no que estava previsto no compromisso firmado entre as partes. Ficou definido que, em caso de rescisão antecipada e unilateral do contrato, ou se Dedé tivesse a rescisão indireta do vínculo na Justiça, o Cruzeiro ficaria obrigado a pagar o valor referente à cláusula indenizatória esportiva. E é isso o que eles pedem. O clube ainda não se pronunciou.

O QUE DIZ O CONTRATO

Caso o CRUZEIRO rescinda de forma antecipada o Contrato Desportivo firmado com o ATLETA, ou qualquer outro que venha a substituí-lo, sem a anuência da DIS, de MARCUS, da GT e de SALTON, exceto se por justa causa; ou ainda caso o ATLETA, obtenha judicialmente a rescisão indireta de seu contrato especial de trabalho desportivo, com a consequente perda dos Direitos Federativos pelo CRUZEIRO, ocasião na qual a DIS, MARCUS, GT e SALTON perderão os Direitos Econômicos de sua titularidade, o CRUZEIRO, ficará obrigado a pagar às referidas Partes uma indenização no valor correspondente à maior cláusula indenizatória desportiva (cláusula penal) pactuada no Contrato Desportivo, calculada de forma proporcional aos percentuais dos Direitos Econômicos de titularidade de cada uma das referidas Partes (...)

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