Opinião

Grêmio no rumo da Série B: se superávit não é suficiente na elite, imagina na segunda divisão...

Fabio Utz
Tricolor chegou à sua oitava derrota no Brasileirão em 14 partidas
Tricolor chegou à sua oitava derrota no Brasileirão em 14 partidas / Miguel Schincariol/Getty Images
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A Série B está cada vez mais próxima de voltar a ser uma realidade na vida do Grêmio. E isso é de meter medo, ainda mais levando em conta que a segunda divisão de 2022 tende a contar com boa parte das grandes forças que hoje já estão lá.

Para se ter uma ideia da situação em que o clube se meteu, nem mesmo os dois jogos atrasados, em caso de vitória, são suficientes para tirá-lo da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. O Tricolor, que me desculpem aqueles que acham esta expressão vulgar, está 'podre' por dentro. E aqui não faço nenhuma ofensa pessoal a ninguém. O que quero dizer é que a estrutura montada por uma direção que cavocou nas entranhas políticas da instituição um terceiro mandato sem qualquer tipo de adversário e sem dar ao sócio a opção de referendar esta candidatura perdeu a mão. E jogando a Série B isso tende a ser mais preocupante ainda.

Se os dirigentes não possuem a capacidade de mobilizar um grupo na elite nacional, imagina jogando fora da elite? O Grêmio está à deriva e não colocou na cabeça, ainda, a noção exata de onde se meteu e, também, que o cenário pode ser mais devastador no ano que vem. Obviamente, o Tricolor não é o melhor grupo do país - longe disso, aliás, ao contrário do que pensam os dirigentes -, só que está muito distante de estar entre os piores. Quando os sinais que a Série B se aproxima começam a ficar latentes, cada vez mais as pessoas vão se dando conta do quão permissiva está sendo essa gestão. E é ela, que ainda possui mais um ano dentro dos gabinetes da Arena, que ficará com a missão de administrar o vestiário neste horizonte sombrio.

Coitado do clube, coitado do torcedor. Mas que, desde já, fique o aviso a Romildo Bolzan Júnior e sua turma: superávit não é suficiente na elite brasileira, e na segunda divisão, menos ainda. Futebol se administra com pessoas que entendam do ramo, e não por quem apenas tem o desejo de se alçar a cargos e ficar na mídia por um bom tempo. Vasco da Gama, Cruzeiro e Botafogo, futuros adversários azuis, que o digam.

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