Opinião

Flamengo deve se afastar de volante Erick Pulgar, que carrega sérias acusações

Antonio Mota
Pulgar foi acusado há poucas semanas de estupro e já foi personagem de outros escândalos. Volante não serve para o Flamengo.
Pulgar foi acusado há poucas semanas de estupro e já foi personagem de outros escândalos. Volante não serve para o Flamengo. / Anadolu Agency/GettyImages
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Em meio às dificuldades para finalizar a contratação do volante Walace, da Udinese, o Flamengo voltou a debater internamente sobre o nome de outro meio-campista que atua na Itália: Erick Pulgar, da Fiorentina. Aos 28 anos, o futebolista acumula passagens por equipes da América do Sul e da Europa, além da Seleção do Chile, e já apareceu na mira de clubes do Brasil, como e Corinthians e São Paulo. Foi oferecido aos paulistas.

Pulgar defendeu o Galatasaray por empréstimo no primeiro semestre deste ano, na segunda metade da última temporada europeia. Neste período, disputou 11 jogos e não participou de nenhum lance de gol – isto é, não marcou tento ou deu assistência. Sua principal tarefa em campo, no entanto, é “destruir” e não “criar”. E mais, seus números pela Viola são bons: 82 jogos disputados nos últimos anos, com 20 participações diretas em gol, mais de 100 desarmes e cerca de 400 bolas recuperadas – dados SofaScore.

Pulgar, meio-campista chileno
Pulgar defendeu o Galatasaray nos últimos meses / Anadolu Agency/GettyImages

Ainda assim, o meio-campista da Fiorentina não é uma boa opção para o Flamengo, que não pode negligenciar o extracampo. Erick Pulgar foi acusado há poucas semanas de ter cometido estupro em um terreno em Calera de Tango, uma das 32 comunas de Santiago, a capital do Chile. O volante nega, mas as investigações ainda estão em andamento pela Justiça do Chile. A acusação é extremamente séria e não pode ser ignorada pelo clube.

Vale destacar, ainda, que esse não é o primeiro escândalo envolvendo Pulgar, que, em 2013, quando tinha 18 anos, atropelou um senhor de 66 anos e não prestou socorro. A vítima faleceu. À época, o volante disse ter fugido por medo, já que não tinha licença para dirigir. Ele, anos depois, foi condenado em Antofagasta e, como já era habilitado, teve a carteira suspensa por um ano.

O universo do futebol, infelizmente, costuma se abster dessas e outras questões que acontecem fora das quatro linhas (e até de algumas que acontecem dentro), como é possível perceber em contratações recentes feitas por times do próprio Brasil. Mas o Flamengo não deve seguir por esse caminho. O esporte faz parte da vida e não pode enxergar apenas o campo e bola.

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