Futebol Feminino

Erika, a zagueira que representa o que é ser Corinthians

Lucas Humberto
Zagueira Erika é um dos pilares do Corinthians Feminino
Zagueira Erika é um dos pilares do Corinthians Feminino
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Dinastias esportivas costumam ter personagens de destaque. Erika é uma dessas figuras. Corinthiana até o último fio de cabelo, a zagueira se transformou em peça central no plantel de Arthur Elias e, atualmente, segue firme para disputar sua quarta final consecutiva do Brasileirão Feminina.

A marca pode parecer simples, mas significa que, desde que a jogadora pisou seus habilidosos pés no Parque São Jorge, o Corinthians não ficou de fora da decisão do principal torneio nacional do país. Às vésperas de mais uma decisão, relembramos como foi a caminhada da atleta até o topo do futebol feminino brasileiro.

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Defensora virou figurinha carimbada na seleção brasileira / Miguel Schincariol/Getty Images

Da Torre Eiffel ao Parque São Jorge

Na verdade, antes de chegar a Paris, precisamos voltar um pouco, mais precisamente ao Alvinegro Praiano, onde Erika deu seus primeiros passos na modalidade, ainda nos idos de 2006. Ao longo de três anos, a defensora, que também assumia outros posicionamentos à época, conquistou seu espaço na seleção brasileira e no futebol continental.

Figurinha carimbada nas convocações da Canarinho, Erika marcou presença em quatro Olimpíadas consecutivas, uma Copa do Mundo (2011), uma edição dos Jogos Pan-Americanos (2015) e uma edição Copa América (2018). Tamanha experiência serviu para marcar seu nome na história da modalidade, mas também para superar momentos difíceis.

Em 2019, a zagueira estava muito próxima de defender o time nacional no Mundial, porém não conseguiu se recuperar em tempo hábil de uma contusão na perna esquerda: "O atleta trabalha com momentos difíceis todos os dias, e acredito que o momento mais difícil que passei foi, recentemente, o corte do Mundial. Eu estava com todas as meninas, mas não me recuperei a tempo e fui cortada de um Mundial, em que você trabalha bastante para estar naquele momento", contou aos canais oficiais da adidas.

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Érika em ação pelo PSG / Alex Caparros/Getty Images

Entre as temporadas no Peixe e a chegada ao Corinthians, houveram muitos casamentos de sucesso na vida da jogadora, incluindo três anos na cidade no amor - ou cidade luz, caso você prefira. Foram 47 jogos defendendo as cores do Paris Saint-Germain, sete gols, uma assistência e um título conquistado: a Copa da França na campanha 2017/18. No entanto, quando Arthur Elias chamou, ficou evidente que nenhuma outra relação de amor no esporte chegaria próximo dos sentimentos de uma corinthiana pelo seu time do coração.

Vai na raça

Desde 2018 no Timão, Erika Cristiano dos Santos, 33 anos, reúne todas as virtudes que a Fiel mais gosta num atleta: raça, entrega, capacidade de crescimento nos momentos de decisão e qualidade individual. Quanto mais tempo passa, mais fica nítido que a zagueira nasceu para atuar no Corinthians. E sorte a de quem a observa de perto...

Pilar nas conquistas do grupo de Arthur Elias, a atleta venceu duas das três finais disputadas do Brasileirão Feminino (2018 e 2020). Cada vez mais madura e consagrada, a zagueira não poderia ter escolhido um embate mais dramático na edição de 2021 do torneio nacional, afinal, os duelos derradeiros acontecerão contra o eterno rival Palmeiras.

A primeira partida, disputada no último dia 12 de setembro no Allianz Parque, terminou com vitória alvinegra por 1 a 0. Mas ainda faltam mais 90 minutos de bola rolando, na Neo Química Arena, no domingo (26). E nós, enquanto admiradores da modalidade, utilizamos das palavras da própria jogadora para definir o que esperamos da decisão: "Quando não vai na técnica, não vai na tática, vai na raça. E isso é o diferencial".

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