Futebol brasileiro

Em comunicado, clubes definem parâmetros defendidos para adesão à liga do futebol brasileiro

Antonio Mota
Atlético-MG é o atual campeão brasileiro
Atlético-MG é o atual campeão brasileiro / Pedro Vilela/GettyImages
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A última segunda-feira, 16 de maio de 2022, foi movimentada nos bastidores do futebol nacional. Isto porque 25 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, ainda não signatários da Libra, se reuniram no Rio de Janeiro para debater novamente sobre a criação da Liga de Futebol Profissional do Brasil. As entidades, através de nota,“reafirmaram o compromisso em trabalhar na criação da liga” e transformar o campeonato em um dos três maiores do mundo.    

Em comunicado, foi anunciado que os clubes chegaram a um entendimento e colocaram quatro princípios como fundamentais para a fundação da liga. As bases seriam sobre quantidade de clubes, divisão das receitas, transparência, normas e mais. “A Liga deve criar as condições para maximizar o tamanho da receita total e ser compartilhada de forma justa”, diz trecho do comunicado.

Ficou definido, ainda, que os clubes signatários serão representados por consultores especializados “que deverão atuar para negociar as questões econômicas e comerciais com o interlocutor/representante do grupo de clubes que anunciou uma união sob o nome de LIBRA”. E reforçado que o objetivo da negociação entre os clubes é a criação de um torneio com parâmetros técnicos e objetivos.

Veja abaixo a nota na íntegra

"Os Clubes signatários se reuniram na manhã de ontem e reafirmaram seu compromisso em trabalhar na criação da Liga de futebol profissional no Brasil, com o objetivo de transformá-la em uma das 3 maiores Ligas do mundo.



No entendimento destes clubes, 4 (quatro) princípios são fundamentais como pontos de partida da fundação da Liga:



1. A Liga deve ser formada pelos 40 (quarenta) clubes que compõem atualmente as Séries A e B do Campeonato Brasileiro, permitindo a construção de um produto forte e que a comercialização coletiva maximize seu potencial econômico;



2. A divisão das receitas coletivas deve se dar de forma objetiva, meritocrática e equilibrada, de forma que, respeitando as peculiaridades dos clubes, incentive os comportamentos corretos e não perenize discrepâncias decorrentes de contratos individuais negociados em contexto particular;



3. A Liga deve ser formada tendo o máximo de pontos definidos de forma clara e objetiva, a fim de evitar potenciais conflitos futuros que gerem perda de valor para o produto.



4. As normas de compliance devem existir desde a formação e devem ser claras, objetivas, rígidas e de padrão internacional.



Dito de forma simples, a Liga deve criar as condições para maximizar o tamanho da receita total e ser compartilhada de forma justa.



Os clubes signatários definiram que estarão representados por consultores especializados que deverão atuar para negociar as questões econômicas e comerciais com o interlocutor/representante do grupo de clubes que anunciou uma união sob o nome de LIBRA.



O objetivo dessa negociação entre os clubes é a criação da Liga com os 40 participantes das Séries A e B a partir de parâmetros técnicos e objetivos. As empresas nomeadas seguirão as orientações de uma comissão formada pelos Presidentes de América MG, Atletico MG, Fluminense, Fortaleza, Internacional e a ANCF – Associação Nacional de Clubes de Futebol".

Grêmio anuncia adesão à Liga Brasileira

Um dos clubes que ainda estava avaliando a entrada na Libra, o Grêmio anunciou na tarde desta terça-feira, 17, a intenção de fazer parte da Liga do Futebol Brasileiro. O Tricolor, porém, deixou claro que sugerirá algumas mudanças, como maior justiça na distribuição dos recursos e eliminação de decisões por unanimidade. "O Grêmio reitera o desejo de contribuir para a consolidação da Libra, buscando a maior convergência possível para todos os clubes das séries A e B”, publicou.

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