Copa América Feminina

Em busca de 1ª grande conquista com a Seleção, Pia vê pressão como oportunidade na decisão da Copa América

Maria Victoria Poli
Pia Sundhage, técnica da Seleção Brasileira, vê pressão da final da Copa América como oportunidade para jogadoras
Pia Sundhage, técnica da Seleção Brasileira, vê pressão da final da Copa América como oportunidade para jogadoras / David Lidstrom/GettyImages
facebooktwitterreddit

Pia Sundhage pode conquistar seu primeiro título oficial com a Seleção Brasileira neste sábado (30), quando Brasil e Colômbia entram em campo para decidir a Copa América Feminina de 2022, às 21h (de Brasília), no Estádio Alfonso López, em Bucaramanga, Colômbia. Na véspera da final, a treinadora falou sobre a importância da decisão, que vai muito além do resultado dentro de campo.

Pela primeira vez até aqui, as jogadoras do Brasil terão de lidar com a pressão da torcida: com 100% dos ingressos vendidos, a final terá casa cheia a favor do time da casa. Pia, no entanto, enxerga oportunidade na adversidade.

“Essa é uma ótima oportunidade. A Copa América toda, inclusive, para jovens jogadoras lidarem com pressão, com diferentes adversários. Nós tivemos várias escalações diferentes, então elas tiveram também que ajustar o plano de jogo e foi muito importante ir avançando na competição”, disse Pia. “Ganhando ou perdendo (a final), isso vai gerar um sentimento e é importante saber lidar com isso de maneira positiva”.

"Boas jogadoras costumam dizer que é um privilégio jogar sob pressão e encontrar uma forma de vencer."

Pia Sundhage, técnica da Seleção

Ao longo do torneio, a técnica tem se mostrado satisfeita com os resultados da Seleção, mas muitas vezes não com o desempenho do time. É verdade que o Brasil tem 100% de aproveitamento até aqui: são cinco vitórias em cinco jogos, 19 gols marcados e nenhum sofrido - a única defesa não vazada na competição. "Resultado é fácil. Precisamos fazer mais gols do que a Colômbia. Quando falamos em performance, temos muitas oportunidades dentro da grande área. Eu estaria mais feliz se jogássemos bem nessas situações específicas: acertar o último passe e a finalização", disse.

Com um elenco jovem, que reforça o processo de renovação na Seleção Brasileira, Pia também reforçou o ponto mais importante neste jogo: aproveitar. "Correr uma pela outra e atacar. Isso é uma boa oportunidade para todas jogarem a final, principalmente as mais jovens. A coisa mais importante para jogar essa final é aproveitar. É preciso aproveitar o momento, porque se vc souber fazer isso agora, vai sabe fazer em outras ocasiões no futuro, também."

Confira outros assuntos na coletiva de Pia Sundhage

Sobre jovens atletas:

Acho que o jogo de amanhã irá nos mostrar sobre essas jovens jogadoras, o quão preparadas elas estão, e não importa o resultado, acho que esse será um passo muito importante seguindo em frente até a Copa do Mundo. Nós precisamos de jogos apertados, de jogos difíceis de maneiras diferentes. Acho que as jogadoras jovens, se elas acreditarem mais no time e não tentarem tanto resolver o jogo sozinhas... Nós realmente temos jogadoras muito técnicas, e às vezes elas conseguem resolver sozinhas, mas o sentimento tem que ser: o time vai vencer o jogo.

Sobre os treinos da Seleção Brasileira em Bucaramanga, numa universidade aberta:


É diferente não poder fechar o treino. Mas há também o lado positivo. Decidimos não fazer algumas coisas, porque não sabemos quem está assistindo e não queremos revelar algumas coisas para o oponente. É difícil, mas sempre há uma maneira de se preparar.

Sobre o treino desta manhã (29), com Duda Francelino sendo testada no lugar de Adriana:

Fiz para olhar e avaliar a performance. É importante ter ideia de quais mudanças queremos ter durante o jogo. Ter esses minutos e testar essas posições diferentes é importante. Gostaria de ter mais tempo para testar jogadoras que saiam do banco para poder mudar a tática. 

Avaliação de Pia sobre os três anos no comando da Seleção Brasileira:

Cheguei aqui há 3 anos. Aquele time contra a Argentina era muito diferente e essa jornada tem sido intensa e fantástica. Aprendi muito sobre o jogo, mas também sobre a maneira sul-americana de jogar futebol. Estou muito orgulhosa das jovens que trouxemos. Elas se desenvolveram e no longo prazo transformarão esse time num time campeão. Ainda é um longo caminho para comparar com os melhores times do mundo, mas estamos trilhando.

facebooktwitterreddit