Opinião

E se fosse em Osório, presidente? Caso Ferreira é para desligamento sumário do vice de futebol do Grêmio

Fabio Utz
Fuitebol do Grêmio não sabia da ausência de Ferreira em tratamento
Fuitebol do Grêmio não sabia da ausência de Ferreira em tratamento / Pedro H. Tesch/Agif/Gazeta Press
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Gostaria de utilizar este espaço para fazer uma analogia. Vamos imaginar um político. Por exemplo, o prefeito de Osório, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

Com a missão de dirigir a cidade, ele certamente indica para as secretarias pessoas capazes e de sua confiança, que terão um olhar atento para tudo o que acontece na sua pasta, afinal, está se tratando dos interesses do cidadão. O que faria, então, o prefeito caso um de seus secretários simplesmente não tivesse conhecimento de que um funcionário da secretaria, estratégico para o seu plano de governo, ficou três dias sem ir trabalhar, sem qualquer justificativa e sem que ninguém tivesse a mínima iniciativa de saber o que aconteceu? Isso é algo que não tem explicação, e que demandaria uma ação efetiva do prefeito no sentido de cobrar seu secretário por conta desse tipo de afronta ao serviço público.

Agora eu me pergunto: o que tem de diferente esta situação hipotética em relação ao que foi revelado na noite desta terça-feira, no Grêmio? A vice-presidência de futebol, sob o comando de Marcos Herrmann, simplesmente não sabia que Ferreira, atacante que agora está de saída do clube, ficou três dias sem ir realizar tratamento médico - o salário, como disse o técnico Luiz Felipe Scolari, ficou pingando na conta. Foi falha de comunicação? Das mais graves. Mas um gestor competente não pode esperar que as informações cheguem até ele. Tem que estar sempre atento e ir atrás de tudo o que acontece ao seu redor. Não passar no departamento médico, sabendo que ali está um jogador envolvido em polêmica, é no mínimo ter um olhar displicente.

Romildo Bolzan Júnior, presidente do Tricolor e que já foi prefeito de Osório (competente, é bom que se diga), vai deixar passar em branco esse desmando? Não posso acreditar. Mas daí surge outro questionamento: como ir para cima de um vice de futebol que também compõe o seu Conselho de Administração? Esse tipo de desmando apenas vai ao encontro de quem, com razão, vê que o clube está afundando institucionalmente. Ninguém mais o respeita. Pobre Grêmio...

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