Vasco da Gama

Depois de inúmeras frustrações, o que esperar do Vasco no fim do primeiro turno da Série B?

Milena Medeiros
Lisca tenta dar um jeito no time carioca
Lisca tenta dar um jeito no time carioca / Alexandre Neto/Photopress/Gazeta Press
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Quase chegando na metade da Série B, ainda não se tem muita noção do que esperar do desempenho do Vasco. Pouco se sabe qual é o time titular e qual a formação tática que funciona para a equipe. O novo comandante do time, Lisca, tenta ao máximo testar e ser bem sucedido com as suas escolhas, mas, considerando o momento conturbado, não há muito espaço para testes e falhas. O que se sabe é que nesta Série B o Vasco enfrentará o seu pior inimigo: a sua própria defesa.

Após a eliminação para o São Paulo, na Copa do Brasil, o gigante agora direciona suas forças à segunda divisão nacional, em que ocupa a 10ª posição, com 22 pontos, ainda sem saber o gosto de estar entre os quatro melhores da competição. Faltando apenas quatro rodadas para o fim do primeiro turno do campeonato, o Vasco precisa reagir. Diante da temporada bem abaixo das expectativas, o ideal neste final de ciclo seria entrar no G-4 pela primeira vez na competição e garantir um começo de segunda etapa mais tranquilo e sem maiores complicações.

A chegada de Lisca


Com grandes esperanças por parte dos torcedores, a chegada de Lisca ainda não foi capaz de mudar o péssimo cenário cruz-maltino: Em quatro jogos sob o seu comando, foram sete gols sofridos e três derrotas consecutivas. Apesar da melhora do desempenho da equipe em geral, comparado às atuações da 'era Cabo', a defesa ainda não se encontra e segue com os principais problemas da temporada: Os gols sofridos de bola aérea e partidas conturbadas por gols nos primeiros minutos. Os gols precoces são problema grave para a equipe de Lisca, que leva a pressão logo de início e é obrigada a mudar o esquema tático para buscar a virada. E sabemos que o Vasco não tem sido 'o time da virada' já há um tempo...

German Cano Vasco Série B Futuro Primeiro turno
Cano é a maior esperança vascaína / Bruna Prado/Getty Images

A pressão da torcida, antes em Marcelo Cabo, parece agora cair sobre os defensores Ernando e Castán, que vêm de atuações ruins e erros individuais que resultaram em derrotas para a equipe. A defesa, portanto, deve ser um dos maiores obstáculos para o treinador, que dispõe de opções limitadas.

Expectativa x Realidade

O resultado dos sonhos deste fim de turno da Série B seria estar dentro dos quatro primeiros, é claro. No entanto, A realidade amarga da temporada cruz-maltina se leva a dificilmente terminar o primeiro turno entre os quatro melhores. Poderá até chegar perto do G-4, beliscando ali um sexto lugar, mas, para isso, a equipe não pode mais oscilar na competição. Já passou da hora de uma mudança na postura dos jogadores.

Para melhorar na Série B, ajustes especialmente na defesa terão que ser feitos - já que nas últimas partidas o time tem a média de 1,75 gol sofrido por jogo. Em relação ao ataque, o treinador parece conseguir dar maior intensidade, com boas chegadas e a bola indo até os pés do artilheiro Germán Cano - algo, aliás, que era uma das principais dificuldades da equipe quando era comandada por Marcelo Cabo. Ainda assim, para mirar o topo da tabela neste fim de primeiro ciclo, Lisca precisará reforçar a defesa e trabalhar a objetividade das finalizações.

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